
A pesquisa mensal realizada pelo Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), da Universidade de Taubaté, apontou que o custo da cesta básica familiar no Vale do Paraíba apresentou queda de 0,55% em setembro de 2025, em relação a agosto.
Segundo a pesquisa, o valor médio passou de R$ 2.855,93 para R$ 2.840,23, o que representa uma redução de R$ 15,70. Essa foi a sexta baixa consecutiva, embora no acumulado de 2025 ainda haja alta de 0,54%, devido às elevações registradas nos primeiros meses do ano.
Entre os municípios pesquisados, São José dos Campos apresentou a maior redução (-0,78%), seguido de Caçapava (-0,70%) e Campos do Jordão (-0,72%). Por outro lado, Taubaté foi a única cidade a registrar leve aumento (+0,02%). Campos do Jordão segue com a cesta mais cara (R$ 2.917,11), enquanto São José dos Campos tem o menor valor (R$ 2.799,91). A diferença entre os dois municípios foi de R$ 117,20, o equivalente a 4,02%.
De acordo com o Nupes, a queda é explicada por fatores sazonais, boa oferta agropecuária e variações nos preços dos alimentos. Em linha com a pesquisa regional, a prévia da inflação nacional (IPCA-15) também registrou redução de 0,35% no grupo de alimentação na primeira quinzena de setembro.
No comparativo de 12 meses, de setembro de 2024 a setembro de 2025, a cesta básica na região acumula alta de 4,70%, equivalente a R$ 127,53. O percentual supera o IPCA-15 do período, que foi de 4,42%. A maior variação ocorreu em Campos do Jordão (6,33%) e a menor em Caçapava (3,39%).

Comprometimento da renda
O estudo também avaliou o impacto da cesta no orçamento familiar. Em setembro, uma família de cinco pessoas que recebe cinco salários mínimos (R$ 7.590,00) comprometeu, em média, 37,42% da renda com a cesta básica, contra 37,63% em agosto. Essa redução deixou uma pequena margem maior para despesas como saúde, transporte e educação.
Produtos em destaque
Os hortifrutis foram os principais responsáveis pela queda geral, com destaque para tomate (-16,12%), alho (-13,97%), batata inglesa (-10,63%) e cebola (-9,90%). Já entre os produtos que registraram alta estão a cenoura (+6,29%), a carne bovina alcatra (+4,45%), a banana nanica (+4,11%), o óleo de soja (+3,33%) e a bisteca suína (+3,15%).
Segundo o levantamento, as reduções refletem condições climáticas favoráveis e safras com maior produtividade. Já as altas foram influenciadas por entressafra, custos de produção e demanda no mercado interno e externo.
