A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo(CDHU), informou nesta quinta-feira (27), que abriu licitação para a contratação de uma empresa que será responsável por executar serviços de engenharia para a realização do loteamento de um novo empreendimento, que terá 186 unidades habitacionais, na cidade de Potim, no Vale do Paraíba.
A licitação é para a contratação da empresa que executará a primeira etapa do empreendimento. Nesta fase, será realizada a urbanização dos lotes com pavimentação e implantação de água, esgoto e outros itens. Na sequência será contratada outra empresa para fazer a edificação das 186 casas.
Empresas interessadas em concorrer ao pleito devem entregar os envelopes até às 10h do dia 22 de maio de 2023, quando eles serão abertos. O evento ocorrerá no auditório da CDHU, localizado na Rua Boa Vista, 175, edifício Cidade II, no centro histórico de São Paulo.
O valor orçado para a obra é de R$ 11 milhões, tendo nove meses como prazo para a execução do projeto. Esclarecimentos podem ser solicitados até 15 de maio. O critério de julgamento das propostas apresentadas será o de maior desconto.
Ligada ao Governo do Estado de São Paulo, e vinculada à Secretaria Desenvolvimento Urbano e Habitação, a CDHU é o maior agente promotor de moradia popular no Brasil.
Empresas interessadas em participar do processo de licitação podem obter mais informações clicando no LINK.
A CBN Vale entrevistou nesta quarta-feira (26) o prefeito de Guaratinguetá, Marcus Soliva (PSC), para falar das principais ações desenvolvidas no município nas áreas de educação, emprego, turismo, além da saúde, que chamou a atenção pelo fato de a cidade ter a previsão de ser contemplada com apenas um médico para auxiliar no atendimento público do município por meio do Programa Mais Médicos, relançado pelo Governo Federal na última quinta-feira (20).
Segundo o Ministério da Saúde, o novo edital prevê a abertura de 6.252 vagas em todo o país, distribuídas em 2.074 municípios e, nesta etapa, os gestores das prefeituras devem indicar quantas vagas pretendem preencher em cada localidade do total autorizado pelo edital. Na próxima fase, em um novo chamamento, será a vez dos médicos se inscreverem para a seleção, com prioridade aos profissionais formados no Brasil.
Ainda, de acordo com o Governo Federal, essas são as primeiras vagas de um total de 15 mil que serão abertas até o fim do ano, chegando a mais de 28 mil médicos atuando no país, garantindo acesso à saúde para mais de 96 milhões de brasileiros na Atenção Primária, porta de entrada do SUS. O investimento por parte do Governo Federal neste ano será de R$ 712 milhões.
Para o prefeito de Guará, a cidade está em uma região “meio esquecida” dos investimentos dos governos em nossa região do Vale da Fé e Vale Histórico, que são em torno de 700 mil habitantes. Soliva considera o número de médicos distribuídos na RMVale muito baixo, ainda mais pelo fato de alguns municípios não possuírem nem ao menos hospitais, além de que diversas cidades nem serão contempladas pelo programa.
“A gente tem, realmente, que trazer mais médicos para a nossa região, é uma informação que estamos passando para vocês e que já estamos passando para o governo federal também, de que forma podemos aumentar esse contingente de profissionais para atender a saúde da nossa região”.
Além de Guaratinguetá, outras seis cidades da RMVale contarão com apenas um médico do programa federal, sendo que São José dos Campos terá o maior contingente de médicos que serão integrados na atenção básica à saúde, com 22 profissionais. Veja abaixo as cidades da região que fazem parte do programa e a quantidade de médicos previstos:
(Fonte: Ministério da Saúde)
Uma das prefeituras consultadas pela reportagem da CBN Vale, sobre a participação no Programa Mais Médicos, justificou a falta de profissionais habilitados para o município:
“Em virtude da quantidade de moradores que nós temos, e da quantidade de médicos que a rede pública possui hoje, médicos da prefeitura, a cidade não pode ser habilitada para o Mais Médicos. Para o governo, é como se o município não necessitasse de médicos em virtude da quantidade, do tamanho da nossa rede de saúde de hoje, que já é bem ampla”
Critérios para a disponibilização de médicos no programa
Para atender as regiões que mais precisam, o Programa Mais Médicos utiliza critérios na distribuição das vagas como a situação de vulnerabilidade social, maior dependência do SUS para o acesso da população à saúde e a dificuldade de provimento de profissionais. Neste edital, 47% das vagas foram destinados às regiões de alta vulnerabilidade social – 1.118 vagas aos municípios de extrema pobreza e 1.857 para contemplar a categoria alta e muito alta de vulnerabilidade. Outras 666 vagas (10,6%) estão indicadas para os municípios do G100, ou seja, aquelas cidades com mais de 100 mil habitantes e baixo rendimento per capita.
Quem pode participar do Mais Médicos
Poderão participar dos editais do Mais Médicos profissionais brasileiros e intercambistas, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). Os médicos brasileiros formados no Brasil continuam a ter preferência na seleção.
Para o governo, em virtude da quantidade de moradores de cada município, e da quantidade médicos que a prefeitura possui hoje, algumas cidades não podem ser habilitadas para o cadastro no Programa. Seria o mesmo que dizer que, para o governo federal, algumas cidades já possuíssem a quantidade ampla de médicos disponíveis para o atendimento da população local.
O Programa Mais Médicos para o Brasil, foi criado em 2013 durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), com objetivo de suprir a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades do Brasil. O programa levou 15 mil médicos para as áreas onde faltam profissionais.
186 unidades habitacionais
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