
Como todas as quintas-feiras, hoje (13), o colunista Hélcio Costa faz um balanço no quadro CBN Política Regional, daquilo que mais importante acontece ao redor dos gestores públicos que têm a responsabilidade criar e executar as leis que regem a nossa sociedade. Porém, além da política, os parlamentares também se debruçam em resolver um problema cada vez mais frequente no país, que é a violência nas escolas, um caminho nada suave. Confira!
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Eu sempre coloco uma pitada de humor nos comentários que faço, mas hoje não tem nem piada, nem brincadeira.
Escolas de todo o país têm sido sacudidas por uma onda de “fake news”, de ameaças de violência, de supostos atentados que estão deixando pais, alunos, professores e boa parte da comunidade escolar fora do tom. A origem do pânico é clara: a violência real perpetrada contra escolas de São Paulo e de Santa Catarina semanas atrás.
Violência sem justificativa, para a qual ainda buscamos explicação. O que veio depois virou uma onda de insegurança sem controle, que levou pais às portas das escolas e às redes sociais pedindo mais segurança, mais guardas armados nas escolas, mais câmeras, muros mais altos.
A reação oficial a isso foi rápida: o governo federal abriu um canal exclusivo para receber denúncias de ameaças e ataques às escolas; o governo do Estado acenou com mais policiais e segurança particular em escolas vulneráveis; as prefeituras, entre elas diversas da região, reforçaram seus investimentos em segurança, rondas, câmeras, botão de pânico. Nada disso conteve, até aqui, o tsunami de apreensão.
Políticos foram às redes e à tribuna disseminar o medo, escorados em casos reais, mas, em sua maioria, em puro “fake news”, enquanto diretores de escola e professores se desdobraram para acalmar pais, mães, avós. São dois polos opostos em uma mesma equação. Fica a pergunta: a quem interessa disseminar o medo e o caos, tendo como foco as nossas escolas? Veja bem, é sempre possível – e necessário — melhorar a segurança das escolas. E é sempre importante – e necessário — que a comunidade cobre mais segurança nas escolas e cobre escolas cada vez melhores.
Mas muito do que os pais cobram diversas escolas já oferecem. Menos, é claro, barreiras contra a violência sem razão, como no caso dos ataques de São Paulo e de Santa Catarina, e barreiras contra as “fake news”. Criar barreiras contra isso, deixá-las do lado de fora da escola, não é dever só do Estado, mas sim é dever de todos nós. Se algo bom pode surgir disso tudo é que pais, mães, enfim, toda a comunidade volte seus olhos para as escolas e para seus alunos, crianças e adolescentes. Cuidar deles, no dia a dia, é o que vai resolver o problema. Claro, ao lado de câmeras, segurança, rondas escolares e psicólogos, que são obrigações do poder público. Mas o caminho é cuidar das pessoas.
Tomara que essa onda termine sem mais incidentes violentos e que o caminho da escola volte a ser, senão suave, pelo menos mais pacífico.