
Nesta quinta-feira (11) ocorre a tentativa de conciliação entre prefeitura de São José dos Campos e os moradores da região do Banhado. Será que sai negociação? Barulho é certo que pode haver, como no ritmo alucinante da rainha Rita Lee, destaque do comentário de hoje, do colunista Hélcio Costa, no quadro CBN Política Regional. Confira.
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Pois é meus amigos, suspenderam os Jardins da Babilônia e pra não ficar por baixo eu resolvi botar as asas pra fora …
Essa música, “Jardins da Babilônia”, é a minha preferida dela, Rita Lee, a rainha do rock brasileiro, que deu adeus para a gente esta semana. Tem uns versos que eu adoro: minha saúde não é de ferro, não, mas meus nervos são de aço; pra pedir silêncio eu berro, pra fazer barulho eu mesmo faço. Então, vamos fazer barulho?
Pois é, hoje a Justiça de São José dos Campos realiza uma audiência de conciliação entre a prefeitura e as famílias ameaçadas de perder suas casas na área do Parque Natural do Banhado. A Defensoria Pública e os moradores vão tentar um acordo para manter as famílias lá. O governo Anderson Farias (PSD) vai insistir na saída imediata, apesar de ter tido o pedido de retirada ‘vapt-vupt’ negado pela Justiça alguns dias atrás. Essa tem sido a tônica do governo, o enfrentamento.
Até aqui não surtiu efeito, apesar das recentes decisões favoráveis do Tribunal de Justiça do Estado (TJSP) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora vai? Tenho dúvidas. Promessa de Felício Ramuth (PSD) em seu primeiro mandato, essa briga foi herdada por Anderson junto com todo resto, mas deve se arrastar por muitos anos. Já disse uma vez aqui e repito: essa aposta de confronto não vai levar a lugar algum. Para mim, o foco dessa briga está errado.
Ao invés de deixar gente sem casa, o que a cidade deseja, de fato, é “pacificar” a área, extirpando do Banhado o foco de crime e tráfico de drogas que impera em parte da região há décadas. E que, verdade seja dita, tem resistido ao “cerco” de Felício e Anderson. Para encarar essa briga, de “pacificar” o Banhado, será que prefeitura, famílias, Defensoria Pública e Justiça têm interesse em trabalhar juntas?
Como diz a letra de “Jardins da Babilônia”, pegar fogo nunca foi atração de circo, mas, de qualquer maneira, pode ser um caloroso espetáculo. Ao invés de repetir a violência registrada tempos atrás no Pinheirinho (lembra?), o governo deveria trabalhar, de fato, para resolver o impasse, ajudando a “pacificar” o Banhado. Afinal, o palhaço ri dali, o povo chora daqui e o show não para.
Segue o baile …
