CBN Política Regional: Perdeu, Mané, não amola

CBN Política Regional Perdeu, Mané, não amola
(Foto: Divulgação/TSE)    não amola

Como costuma dizer o colunista do quadro CBN Política Regional, Hélcio Costa, ‘De tédio a gente não morre”. E é por aí mesmo. Nem com a certeza de que as eleições presidenciais foram limpas, com o próprio Exército indicando que não foram encontradas fraudes nas urnas eletrônicas, algumas pessoas ainda insistem em acreditar em teorias conspiratórias, mirabolantes, extraordinárias, ou mesmo, golpistas.

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Nesta quinta-feira (17), o colunista falou sobre o recente recado dado pelo ministro do TSE, Luiz Roberto Barroso, a um apoiador do presidente Bolsonaro, ruas de Nova York

O ministro Luiz Roberto Barroso resumiu assim, na lata, o sentimento de parte dos brasileiros frente aos manifestantes que insistem em um terceiro turno para as eleições presidenciais: perdeu, Mané, não amola.

A frase é boa, mas não resolve a questão. Hoje (17/11), 18 dias após as eleições que deram vitória a Lula, grupos de manifestantes –chamados, por alguns, de golpistas; por outros, de patriotas—ainda guardam posição em frente a unidades militares do país, duas delas na região: uma no DCTA, em São José dos Campos; outra no Cavex, em Taubaté.

Todos esperando uma data, que muda a cada dia. A última data-mágica era 15 de novembro, Proclamação da República. Houve muita gente nos acampamentos no dia, com buzinaço, rojões, Hino Nacional. Um vídeo gravado na frente do Cavex fazia uma chamada geral, usando, como chamariz, comida de graça. “Vem almoçar com a gente”, dizia uma voz em off.

E pensar que, antigamente, a direita fazia piada com o pão com mortadela do PT. Nada ocorreu dia 15. A nova data-mágica é 19, Dia da Bandeira, quando Lula será diplomado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mais lenha na fogueira. Falei com diversas lideranças de direita sobre os acampamentos. Todas dizem não ter elo algum com os protestos, que seriam, segundo elas, espontâneos.

O MPF não concorda e investiga as manifestações, isso em todo o país, para descobrir quem financia esses atos, classificados como “antidemocráticos”. Sobre o ação do MPF por aqui, silêncio. Silêncio também da Prefeitura de São José dos Campos. Perguntei à prefeitura sobre as manifestações e recebi uma resposta curtinha, lacônica: “a manifestação está sendo acompanhada pela Polícia Militar e pelas câmeras do CSI”. Só isso? Os carros parados sobre os canteiros foram multados? Foram feitas ações pontuais para desobstruir vias públicas?

Eu passei de carro por lá, não foi fácil. Os canteiros e as praças da cidade foram liberados para acampar, estacionar e instalar churrasqueiras e banheiros? Não tive resposta. Lembrei do lema criado por Emanuel Fernandes, “pai” de uma leva de gestores públicos: São José dos Campos, cidade de regras. Ainda é? Não sei não. Lembro da GCM desocupando uma praça pública ocupada por sem-teto, tempos atrás, na gestão Eduardo Cury. A “cidade de regras” se perdeu em dois pesos, duas medidas. Segue o baile …

Acredito que os acampamentos vão resistir até Natal, Ano Novo. E chegar à posse de Lula e do seu vice, Geraldo Alckmin, em 1º de janeiro. Só torço que eles continuem assim, barulhentos, mas pacíficos. Viva a democracia …