CBN Política Regional: No País da Matemágica

Pessoa respondendo pesquisa em prancheta. Tema de hoje, matemágica para ententer o processo eleitoral
(Foto: TRE-SC)                                                             matemágica

Hélcio Costa, comentarista do quadro CBN Política Regional, fez uma análise nesta quinta-feira (18) sobre os primeiros números de pesquisas que podem decidir o futuro de São José dos Campos no campo político, é claro. A mente humana não é exata e às vezes nem a matemática consegue explicar as opiniões do eleitorado, já que uma coisa é avaliar a cidade como está hoje e outra coisa é saber o que o munícipe quer para o futuro. Afinal, como resolver essa “matemágica“?

Tudo como dantes no quartel de Abrantes. Esse ditado antigo me meio à cabeça frente à pesquisa divulgada pelo jornal “OVale” no último final de semana sobre a corrida eleitoral em São José dos Campos.

Na prática, ela repete as tendências apontadas por um outro levantamento, feito pela Band Vale, semana atrás: o governo Anderson Farias (PSD) é bem avaliado, mas Anderson, como candidato, patina. Em um cenário, está embolado com quase todo mundo. Em outro, “come poeira” do ex-deputado Eduardo Cury (PSDB), que tem quase 27% das intenções de voto, enquanto Anderson fica na faixa dos 13,4%. E daí?

Daí que o quadro parece ser esse mesmo, mas, a quase um ano e meio das eleições, tudo pode mudar. De certo, os números, agora em dose dupla, colocam pressão em cima de Anderson e, de quebra, em cima de Cury. O primeiro tem que correr para ser mais conhecido, ser a “cara” do governo.

O segundo, fica em uma sinuca de bico: se quiser retornar como deputado em 2026, esse projeto passa, necessariamente, por 2024. Aí o bicho pega: Cury vai sair ou não a prefeito? A reação dele foi a mais tucana possível: ficou em cima do muro. Agora, fazendo o papel de “advogado do diabo”, uma coisa me chama atenção nas duas pesquisas: o voto bolsonarista, assim como o voto petista, foram subestimados em ambos os levantamentos. Seria caso de “voto envergonhado” ou ambos acabaram diluídos? Tenho cá minhas dúvidas.

No mais, volto a repetir, pesquisas, tanto tempo antes das eleições, são, na verdade, um exercício numérico. Elas servem para medir a temperatura política do momento, esquentar o debate e mergulhar candidatos e suas equipes no “país da matemágica“, com contas, projeções e conjecturas das mais fantásticas e criativas sobre cenários e a cabeça do eleitor.

Mas até o “Dia D”, o dia do voto, em outobro de 2024, muita água (talvez um rio, um Paraíba, um Amazonas inteiro), muita água ainda vai passar por baixo da ponte.

Segue o baile …

Ouça o podcast completo com Hélcio Costa: