
Nesta quinta-feira (22), no quadro CBN Política Regional, o comentarista Hélcio Costa, falou ao programa CBN Vale 1ª Edição, sobre as mais recentes decisões envolvendo a política de São José, como a retenção do cachê da cantora Maria Gadú, e de outras manifestações políticas em locais pagos com dinheiro público .
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Nota dissonante dos últimos dias foi dada por Maria Gadú em show no Vicentina Aranha. Vamos por partes.
O show foi nota 10. Aliás, sou fã de Maria Gadú. Ela interpreta algumas músicas que eu adoro de Caetano Veloso até melhor que Caetano. Mas, no finalzinho, ela atravessou o samba: exibiu uma toalha com a estampa do ex-presidente Lula no palco, acompanhado com “éle”, e chamou o presidente Jair Bolsonaro de “genocida”.
Olha, sou amplamente a favor da liberdade de expressão, acho que a “onda” Lula está pegando, mas, em espaço público, em show pago com dinheiro público, esse tipo de manifestação não fica legal. A lei proíbe manifestações políticas em shows e festivais contratados com verba pública. E isso vale para gregos e troianos.
Já pensou se o show fosse de Sérgio Reis e ele gritasse, ao final, um “viva Jair Bolsonaro”? Pressionado pelo MBL, o prefeito Anderson Farias (PSD) classificou a manifestação de showmício, interpelou a OS que gerencia o Vicentina e suspendeu o cachê da artista. Bem, showmício não foi, não havia candidatos, nem estrutura de campanha.
Mas, no restante, está certo. Não houve crime eleitoral, a meu ver, mas houve erro. Bem menor, é claro, que o uso de espaços e eventos públicos pelo presidente Jair Bolsonaro para fazer campanha, como o 7 de Setembro e a viagem à Inglaterra, mas isso já um caso para o TSE.
E também acho um erro a Câmara aprovar lei municipal que vete manifestações políticas em shows bancados com recursos públicos. Já existe lei para isso, tem gente jogando para a plateia, querendo ficar bem na foto.
Agora, uma outra coisa …
E o evento de campanha feito por Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas na Arena de Esportes, semanas atrás? Ora, vão dizer, a gestão da Arena foi repassada à iniciativa privada. Sim, foi. Mas a obra foi construída com dinheiro público. E o próprio poder público cita a Arena como uma das maiores obras da administração. Bola dividida. A meu ver, alguém pisou no tomate nessa …