
Após a corrida eleitoral que definiu o novo presidente da república e que assumirá o cargo em janeiro de 2023, o ritmo alucinante da política não para. Após a disputa mais acirrada dos últimos anos para uma eleição presidencial, nos deparamos com manifestantes que pararam rodovias pelo país, ao mesmo tempo em que o processo de transição do governo federal, teve início. Essas são algumas pistas aceleradas que o colunista do quadro CBN Política Regional, Hélcio Costa, destaca em seu comentário esta quinta-feira (03). Confira!
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Você lembra daquela música do Ronnie Cord, no tempo da Jovem Guarda? Entrei na Rua Augusta a 120 por hora …
Pois é, a semana do brasileiro começou nesse ritmo alucinante. Domingo (30), eleição para presidente e governador, com a definição de presidente indo até os 49 do segundo tempo, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segunda (31), estradas fechadas em diversos pontos do país, com gente vestida de verde e amarelo denunciando uma fraude eleitoral –que não houve.
Terça (1º), depois de longo silêncio, Jair Bolsonaro (PL) admite a derrota, fala para a Nação por dois minutos e faz acenos de paz ao STF. Quarta (2), os bloqueios –sem apoio e sob cerco da Tropa de Choque da PM e até de torcidas organizadas– começam a ser suspensos após causar estragos, inclusive no nosso bolso (com aumento de preços nos alimentos). Hoje (3), quinta, a transição de governo começa, para a qual Lula escalou Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente eleito, como seu coordenador.
Com Alckmin, o Vale do Paraíba ocupa espaço fundamental na República. Aliás, como falamos aqui na CBN na segunda-feira, com Alckmin lá e Felício Ramuth cá, no Palácio dos Bandeirantes, como vice-governador, a região terá assento preferencial nos dois principais postos do Executivo do país. É um final feliz para uma eleição em que a RMVale viu minguar sua bancada de deputados. E mais: além de vice, Felício deve ter papel importante no governo, segundo o próprio Tarcísio de Freitas.
O ex-prefeito de São José dos Campos está cotado para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, uma pasta estratégica, na qual Felício já vislumbra ações de alto impacto –como redução de ICMS e IPVA, além de linhas de crédito para micro e pequenas empresas. E, quem sabe, com Felício no governo, o Estado encare e vença um problema crônico –a violência. Afinal, até quando a RMVale será a região mais violenta do interior do Estado? Está na hora disso acabar.
Tanta coisa em tão pouco mostra que, de tédio, a gente não morre.
E no ritmo de Ronnie Cord, faço mais dois comentários. Primeiro, resultado de eleição a gente não contesta; a gente respeita, independentemente de quem ganhou. Segundo, boa sorte aos eleitos. Eles vão precisar. Se as urnas apontaram mudanças, é porque elas são necessárias.
Ouça o podcast completo com Hélcio Costa:
De tédio, a gente não morre
