
Confira o comentário do colunista Helcio Costa, no quadro CBN Política Regional dessa quinta-feira (1º).
Coincidência ou não, nem bem saíram as pesquisas da Band e do “O Vale” sobre o cenário eleitoral em São José dos Campos, começou a pauleira nas redes.
Num vapt-vupt, memes, artes e montagens sobre o ex-deputado Eduardo Cury (PSDB) e o deputado Doutor Elton (PSC) passaram a ser disparados aqui, ali e acolá. Cury teve direito até a uma página oficial contra ele no Instagram, que liga o coordenador do Gabinete Paralelo da oposição ao governo Lula –veja só– ao PT. Não por acaso, Cury e Elton aparecem bem nas pesquisas da Band e do “Vale”, mesmo em cenário frente ao prefeito Anderson Farias (PSD).
Isso deixou muita, muita gente brava no PSDB. Afinal, até pouco tempo, todos estavam no mesmo barco. Hoje, de lados opostos, pelo jeito impera a lei do vale-tudo. Cá entre nós, não acredito que essa estratégia passe por Anderson ou pelo Paço. Mas a pancadaria está geral, nessa disputa por corações e mentes. Sobrou até para Emanuel Fernandes, o “mentor” de toda essa turma aí.
Recém-chegado ao Instagram, Emanuel é tratado, pelo outro lado, como potencial candidato a prefeito. Só isso já valeu uma enxurrada de críticas, que classificam Emanuel como retrógrado e ultrapassado. “Só velho perde tempo com ele”, ouvi outro dia de um ex-tucano. E, olha, Emanuel não deu um pio sequer sobre a política local. Imagina se desse. Se a temperatura está alta agora, a mais de um ano da eleição, imagine na reta final. Vai ser sangue, porrada e bomba.
Fica a pergunta: a quem interessa esse bangue-bangue, esse cenário de terra arrasada? Claro, isso tem de todos os lados. Não tem santo, nem do lado de cima, nem do lado de baixo. Mas, cá entre nós, não acredito que política deva ser tratada dessa maneira. Mas é a tendência, a moda entre alguns especialistas em política virtual, em busca de likes e deslikes, como se o debate político, assim como as eleições, fossem um imenso Big Brother, com direito a “paredão” e tudo. Fazer o quê? É como eu digo, de tédio, a gente não morre.
Segue o baile …
