CBN Mercado de Trabalho: Saia deste cargo que já não lhe pertence

CBN Mercado de Trabalho Saia deste cargo que já não lhe pertence
(Foto: Reprodução) saia deste cargo

Karla Clarinda, colunista do quadro CBN Mercado de Trabalho, apresentou nessa segunda-feira (7), na CBN Vale, sua análise sobre um tipo de decisão considerada arriscada, mas ao mesmo tempo, libertadora: o poder de decidir sobre a sua permanência em uma corporação. Já teve esse tipo de dúvida? Então confira o comentário, e reflita.

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Uma atitude recorrente do ser humano sábio é a prática constante do desapego. E no âmbito corporativo, o profissional sábio também segue essa cartilha. É até natural que a pessoa se envolva com a empresa, com o cargo e com os colegas de trabalho. Mas esta atitude está longe de ser a mais adequada. Vamos tentar separar a razão da emoção, mesmo reconhecendo a dificuldade em se fazer isso.

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Quando ocupamos uma vaga que parece que foi feita para nós, parece que nos encontramos. Mesmo que o exercício da função traga problemas pontuais aqui ou ali, de modo geral, o profissional realiza suas atividades com muita satisfação e se entrega de corpo e alma ao ofício.

Então, tudo vai ficando muito familiar: as pessoas, os locais de trabalho, os objetos, as paisagens, e é aí que as coisas se complicam. Para não deixarmos o “caldo entornar” é importantíssimo que tenhamos em mente que não somos o cargo e, sim, estamos no cargo. Por exemplo: você não é coordenador administrativo da empresa x, você está coordenador administrativo na empresa x.

E por que não é bom se apegar ao cargo? Justamente pelo fato de que o cargo amanhã pode não ser mais seu. Nesta minha trajetória já vi profissionais excelentes que, ao serem demitidos, sofreram um grande baque. Aí, o que era uma tristeza que deveria ser passageira, pode se tornar uma depressão. Eis o preço alto que se paga por se entregar demais.

Para evitar a queda lá na frente, é de bom tom que, enquanto o profissional esteja empregado, tenha a consciência de que, lá no fundo, nada é seu, nem o cargo, nem os objetos, nem os colegas de trabalho. Toda questão está na cabeça do colaborador, que deve preparar-se previamente para eventuais intemperes ao longo do caminho. Também é importante que, mesmo empregado, o profissional faça conexões dentro e fora da empresa, o famoso networking, para que em caso de necessidade, tenha a quem recorrer.

Seguindo o mantra “nada é para sempre”, o bom profissional segue sua trajetória colecionando conquistas, sendo um colaborador exemplar, e sempre olhando para frente. Assim, mesmo que problemas apareçam, ele não terá a sensação de ter perdido algo que nunca foi seu.

Ouça o podcast completo com Karla Clarinda:

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