
Nesta segunda-feira (14), no programa CBN Vale 1ª Edição, a comentarista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, falou sobre as principais dúvidas de quem está procurando se qualificar.
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A adolescência, por si só, não é um período fácil. São inúmeros os caminhos possíveis e muitas escolhas a serem feitas, escolhas essas que determinam o futuro que está logo ali.
A resposta para a velha pergunta, mas ainda muito dita, “o que eu vou ser quando crescer?”, depende de uma série de fatores, dentre eles o caminho a ser trilhado entre o início e fim do ensino médio. O que farei para ter sucesso na profissão que eu escolher? Foco no ensino superior? Será que um curso técnico “dá pé”? Talvez um segundo idioma vai me deixar um passo frente.
Pois bem, se prepare e seja forte porque agora vou desmistificar algumas lendas. Está preparada? Está preparado?
Então, vamos lá. A primeira delas vem de longe, de que para se obter êxito na carreira é indispensável cursar, e concluir, um curso superior. E mais, que o curso superior somente já não serve mais para muita coisa e que o negócio é ter uma pós, um MBA, um mestrado ou algo que os valha. Sabe aquela atitude repugnante, mas infelizmente ainda replicada: “Você sabe com quem está falando? Sou doutor em “não sei o quê lá”. Não citei nenhuma profissão porque a questão não é essa. Todas as profissões têm seus encantos e cada um se encaixa na qual quiser. É a velha mentalidade de que, quando o profissional possui curso superior, a pessoa se torna superior. Nunca foi assim e, atualmente, muito menos.
Não estou demonizando o curso superior, muito pelo contrário. É um caminho muito bonito a ser seguido e que pode levar o profissional muito longe na carreira. Somente quero jogar luz sobre outras possibilidades que também podem ser exitosos e realizadores.
Outra opção cercada de glamour é a de se tornar fluente em uma segunda língua, mais propriamente, em um intercâmbio no exterior. Essa modalidade, de fato, gera muitos benefícios pessoais e profissionais aos jovens, como o aprendizado de novas culturas, ampliação dos horizontes e aumento da segurança, independência e resiliência. Isso sem falar do idioma em si. Acontece que, como tudo na vida, nem tudo são flores. Estar só, em meio a pessoas desconhecidas e em um ambiente desconhecido, não é para qualquer um. E não há garantia de, ao retornar, chegar, fazer e acontecer. Novamente, depende de cada um.
Agora, vou falar do “patinho feio” dessa lista, o curso técnico. Essa modalidade que, diferentemente das anteriores, não conta com tanto glamour, cada vez mais está sendo mais valorizada. Com a capacitação realizada paralelamente ao ensino médio, o caminho pode ser encurtado, e os resultados chegarem mais rápido. No entanto, tudo depende dos anseios do profissional, sua maneira de pensar e da profissão escolhida.
De fato, não há modalidade certa ou errada, nem a que contará com maior ou menor remuneração. Tudo depende de uma gama de fatores. O que importa – e é a mensagem que quero transmitir neste texto – é que há muitos caminhos a seguir. Encontre o seu e seja feliz.
