
Nesta segunda-feira (13), no programa CBN Vale 1ª Edição, a comentarista do quadro CBN Mercado de Trabalho, Karla Clarinda, falou sobre a demissão humanizada.
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Quando somos donos de uma empresa ou trabalhamos na área de RH de uma delas, muitas vezes temos a tarefa de demitir funcionários, e pelos mais diferentes motivos. Como eu não tenho, e acredito que qualquer pessoa mentalmente saudável não venha a ter, qualquer prazer em realizar este processo, na verdade eu gostaria de não ter que lidar com ele.
Mas, não há como. Somos profissionais e neste nosso “mundo” as demissões fazem parte do contexto. Seja por diminuição do contingente, reformulação do escopo de atuação, indisciplina, incompatibilidade em geral, baixa performance, entre outros motivos, uma hora ou outra temos que demitir alguém.
Não há com tratar deste assunto sem evocar a palavra empatia e seu significado. Quando desligamos um colaborador, desligamos um ser humano que, assim como cada um de nós, tem suas qualidades, pontos a evoluir e necessidades. Sentir um certo incômodo ao ter que demitir alguém não é fraqueza, e sim, grandeza de caráter.
É claro que tudo isso que escrevi até agora está relacionado às demissões indesejáveis causadas, por exemplo, pelas crises pelas quais temos passado nos últimos anos. Há situações, porém, em que a demissão é necessária e inevitável, como em casos de insubordinação, falta de comprometimento ou desonestidade. É a vida.
Na maioria dos casos, no entanto, é possível realizar – e assim deve ser – a demissão de maneira a mostrar e demonstrar ao profissional os seus pontos fortes e os que podem ser melhorados, e informa-lo claramente sobre o motivo de seu desligamento, de maneira clara e sincera.
É o mínimo que um ex-colaborador merece: respeito. E já pensou se a sua empresa conta com uma consultoria de Outplacement para que o colaborador desligado receba apoio para conquistar uma nova oportunidade? Aí, sim, máximo respeito.
O momento da demissão é delicado para todos, sobretudo para quem está sendo desligado, e nunca é demais uma boa dose de humanidade neste processo, pois devemos tratar os próximos como gostaríamos de ser tratados.
