CBN Inovação: Internet das coisas poderá melhorar as previsões meteorológicas?

Nuvem de chuva vista ao longe no mar. CBN Inovação: Internet das coisas poderá melhorar as previsões meteorológicas?
(Foto: Pexels/Roberto Nickson) previsões meteorológicas

Estamos acompanhando desastres ambientais de grandes proporções nos últimos dias. Na Turquia e na Síria, já foram registrados mais de 40 mil mortos no terremoto ocorrido há poucos dias, e agora, no feriado do Carnaval, no Litoral Norte de São Paulo, chuvas fora do normal causaram dezenas de mortes e mais de mil desabrigados. Mas como melhorar a previsão do tempo? De acordo com o colunista Agliberto Chagas, do quadro CBN Inovação, talvez a resposta esteja na internet das coisas. Confira!

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Agliberto lembra que São José dos Campos é privilegiada por ser o centro de importantes instituições tecnológicas especializadas no monitoramento de condições climáticas do país, como o INPE e o Cemaden, esse último, aliás, deu o alerta antecipado à Defesa Civil de São Paulo sobre a grande possibilidade de temporal na região do Vale do Paraíba, mas principalmente, no Litoral Norte.

Segundo o colunista, a previsão do tempo está diretamente ligada à aquisição de equipamentos caros, como radares, além de fazer parte de uma logística complexa. Sendo assim, já há estudos no Japão que pretendem dar uma novo olhar na previsão de desastres naturais. Trata-se de equipamentos para a  medição de “microclima”, ou seja, medições capazes de monitorar situações atípicas da natureza em regiões próximas umas das outras. Já o “macroclima”, normalmente, faz a previsão de grandes regiões como um estado inteiro, ou até mesmo todo um  país.

Portanto, são equipamentos menores, mais econômicos, e que podem integrar tecnologias já existentes, como o GPS, que vai atualizando o motorista, em tempo real, sobre como estão as condições de trânsito, mostrando ao condutor, trechos identificados com cores sobre locais congestionados ou mesmo com a presença de radares ou acidentes.

Sendo assim, esses radares de “microclima”, procuram identificar as condições do tempo em regiões cada vez mais próximas, para que o usuário possa prever as condições climáticas que ele poderá se deparar em determinada região. Para Agliberto, a grande revolução para evitar catástrofes, está no avanço e na criação de sensores capazes de se conectarem de forma rápida e precisa, para a geração de informações, e consequentemente, a ação imediata das forças de segurança e Defesa Civil, com algo que poderia se chamar de Meteorologia Pessoal.

Entenda mais sobre essa possibilidade de previsão com a meteorologia pessoal.

Ouça o podcast completo de Agliberto Chagas: