CBN Economia: O Brasil e um Governo de uma política só: A política de renda

CBN Economia: O Brasil e um Governo de uma política só: A política de Renda
(Foto Luiza Moraes/O Glovo)

No quadro CBN Economia desta quarta-feira (18), o colunista José Joaquim Nascimento falou no programa CBN Vale 1ª Edição, sobre a política de renda, que estaria compensando outras tentativas de ajustar a economia brasileira para um quadro menos atabalhoado.

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No Brasil o instrumento de política macroeconômica que vem funcionando é a política de renda. Isto porque a famosa política monetária e fiscal não vem gerando resultados positivos para a estabilidade econômica e muito menos para o crescimento do País.

A política de rendas tem se traduzido em um conjunto de medidas, particularmente, de transferências financeiras diretas, que vem se traduzindo em redistribuição de renda e aumento de justiça social. Tem sido com esta política que o governo atual tem minimizado os efeitos danosos para o consumo e a produção, gerados pela crise da Covid e pela própria incapacidade de gestão do País.

A política de rendas já revelou sua preciosidade nos governos de esquerda e agora é confirmada pelos governos de direita. Pena que para o governo atual é a única que vem sendo eficiente para mitigar os efeitos gerado pela crise de governabilidade interna, assim como pela Covid e o advento bélico.

A partir da experiência do Auxílio Emergencial que permitiu transferência de até R$ 1.200,00 para os beneficiários foi que, finalmente, se provou no Brasil que, se não quisermos contribuir com o aumento da pobreza e da desigualdade social, precisamos, não somente tornar permanente, mas aprimorar ainda mais as transferências de renda como gerador de maior proteção social e de crescimento econômico.

Ciente da relevância das transferências diretas como instrumento capaz de manter a economia funcionando minimamente, o governo atual avança sobre o FGTS e já atinge um volume liberado para saques em “condições extraordinárias” que somam mais de R$ 123 bilhões.

Só neste ano, a expectativa é ser transferido aos trabalhadores, cerca de R$ 30 bilhões, beneficiando cerca de 42 milhões de pessoas. A ideia da liberação passa do objetivo da diminuição do comprometimento da renda e endividamento das famílias e vai até a finalidade que é permitir que as atividades de consumo possam turbinar a economia já que os outros instrumentos de política macroeconômica estão sendo inócuos para estabilizar e reanimar a economia.

A estabilidade e o crescimento econômico do País veio e virá a partir da maior proteção social e a consequente redução da pobreza. Somente assim o Brasil vai encontrar o caminho para se tornar uma nação de poder, pelo menos econômico.

Ouça o podcast completo com José Joaquim do Nascimento: