
O HIV (sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana), causador da Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), vem afetando mais brasileiros nos últimos anos, com um aumento de 17% entre 2020 e 2022.
De acordo com o Ministério da Saúde, o cenário é preocupante, e para os próximos anos, os dados alertam para um aumento muito grave da infecção entre o público de 15 a 29 anos. Estima-se que, atualmente, um milhão de pessoas vivam com HIV no Brasil.
Em entrevista ao Jornal CBN Vale 1ª Edição desta sexta-feira (26), a Dra. Natália Reis, médica infectologista da Santa Casa de São José dos Campos, explicou como funciona a ação do vírus HIV no organismo humano e os cuidados que devemos ter em relação ao tema.
A Dra. Natália afirmou que o “HIV demora aproximadamente 10 anos para manifestar os sintomas da Adis e por isso a necessidade da realização de testes que possam diagnosticar a doença. Estes testes estão disponibilizados para qualquer pessoa na rede pública de saúde”.
De acordo com a médica infectologista, o HIV é a presença do Virus no indíviuo, mas não necessariamente a pessoa infectada vai apresentar os sintomas da doença.
Dra. Natália Reis informou que “a fase tardia da AIDS acontece em geral na população que não trata o HIV, o que também pode provocar o surgimento de doenças oportunistas, que acometem o sistema com a defesa imunológica muito baixa”.

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição)
Como prevenção, a médica afirmou que hoje também é disponibilizado gratuitamente um medicamento, considerado cientificamente uma forma de proteção segura. Trata-se da PrEP (Profilaxia Pré-Exposição).
Com apenas um comprimido por dia ou uma injeção a cada dois meses, diminui-se a chance de infecção pelo HIV a quase zero. Qualquer pessoa sexualmente ativa que tenha exposição ao risco de se infectar é elegível ao tratamento, que só é disponibilizado com indicação médica.
A PrEP foca especialmente alguns grupos: homens que fazem sexo com homens, meninas trans, adolescentes não binários designados homens ao nascer e trabalhadores do sexo, desde que tenham mais de 35 kg e a partir de 15 anos.

O Ministério da Saúde informou que possui os insumos necessários e neste ano já aumentou, em 5%, a quantidade total de pessoas em tratamento antirretroviral em relação a 2022, totalizando 770 mil pessoas.
Nesta entrevista concedida ao Jornal CBN Vale 1ª Edição, a Dra. Natália Reis, médica infectologista da Santa Casa de São José dos Campos, também alertou para os cuidados e os riscos do HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) e sífilis, uma infecção sexualmente transmissível, que é curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema Pallidum.