Casos de coqueluche têm alta de 768,7% no estado de SP

Casos de coqueluche têm alta de 768,7% no estado de SP
(Foto: Divulgação/Governo de SP)

O estado de São Paulo registrou 139 casos de coqueluche somente neste ano, representando alta de 768,7% na comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 16 registros.

O balanço foi divulgado pelo Governo estadual e referem-se até o dia 8 de junho. Em meio à alta de casos, as autoridades estaduais de saúde emitiram um alerta, ressaltando a importância da vacinação.

A imunização está disponível em todos os 645 municípios do estado de São Paulo, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

A vacina é distribuída pelo Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) e é conhecida como pentavalente.

A imunização deve ser realizada nos primeiros meses de vida, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses. Neste ano, a cobertura vacinal para o imunizante está em 76,3% no estado.

Sobre a coqueluche

A doença, caracterizada por uma infecção respiratória bacteriana, afeta principalmente bebês de até 1 ano e a vacinação é a melhor forma de prevenção. A imunização está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

Considerada altamente contagiosa e com potencial transmissor ainda maior que o da Covid-19, a coqueluche é causada pela bactéria Borderella pertussis e tem como principais sintomas crises de tosse seca, febre baixa, corrimento nasal e mal-estar.

Transmissão

A contaminação da coqueluche se dá pelo contato com pessoas infectadas ou por gotículas expiradas ao tossir, falar ou espirrar, podendo gerar, a cada infecção, outros 17 casos secundários.

Segundo os especialistas, os sintomas podem durar entre 6 a 10 semanas, ou mais, a depender do quadro clínico de cada caso.

A doença tende a ser transmitida mais facilmente em clima ameno e frio, como na primavera e no inverno, devido ao fato das pessoas permanecerem a maior parte do tempo em ambientes fechados.