
A Polícia Civil não encontrou nenhum sinal de que o escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido em 1985, em Piquete, esteja enterrado em uma casa localizada na base do Pico dos Marins. O imóvel foi escavado ao longo de toda a quinta-feira (29) e integra uma lista de diligências do caso, reaberto há cerca de duas semanas após ter sido arquivado em 1990, por falta de provas.
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A escavação aconteceu no piso da casa onde funcionava o acampamento dos escoteiros e residia o antigo proprietário, Afonso Xavier, falecido em 1997. A filha de Afonso, residente em Minas Gerais, foi ouvida pelo delegado responsável do caso, Dr. Fábio Cabett, e levantou a hipótese de que Marco Aurelio poderia estar enterrado na casa em questão.
Durante as primeiras diligências na área, um georradar alertou a possibilidade de que algo estivesse no solo. Depois, em um determinado espaço da edificação, foram feitas as escavações, e a medida as buscas aconteciam, eram utilizados georradar, detector de metais e cães farejadores treinados especificamente para a descoberta de ossos, sangues humanos e cadáveres.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Dr. Fábio Cabett, participaram da operação seis peritos criminais, investigadores da Delegacia de Investigações Gerais de Guaratinguetá, representantes do Ministério Público e do Instituto Médico Legal e o prefeito de Piquete. No entanto, não houve sucesso no encontro de ossadas. (ouça a reportagem ao final do texto)
Há ainda uma segunda linha de investigação: a de que Marco Aurélio esteja vivo. Algumas pessoas disseram ter visto um morador de rua em Taubaté, com os mesmos traços do rapaz, mas tudo é inconclusivo. Mas, antes dela, Dr. Fábio Cabett disse uma segunda área próximo a casa, em região de mata, também será escavada, em data ainda a ser definida pelas autoridades policiais.
Desaparecimento
O escoteiro Marco Aurélio Simon desapareceu no dia 8 de junho de 1985, durante acampamento no Pico dos Marins. O menino, na época tinha 15 anos e estava com três amigos e o líder dos escoteiros. Durante uma trilha no local, um dos adolescentes torceu o pé e o líder autorizou que Marco Aurélio voltasse sozinho para buscar ajuda no acampamento. Desde então, o escoteiro nunca mais foi visto.
Foram 30 dias de buscas com mais de 300 pessoas vasculhando as redondezas. Até hoje, nenhuma pista do escoteiro foi encontrada. Todo tipo de ajuda foi utilizada como: equipes da Polícia Militar, soldados, bombeiros, alpinistas, guias, voluntários, cães farejadores e helicópteros. Foram chamados até mesmo sensitivos e videntes para ajudar, mas nenhuma pista foi encontrada.
Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: