
O deslocamento de uma carga de mais de 800 toneladas voltou a interferir no tráfego da Via Dutra nesta quarta-feira (3). Logo pela manhã, por volta das 9h, o conjunto avançou novamente no sentido Rio de Janeiro e levou ao fechamento total da pista a partir do km 136, em São José dos Campos, até Pindamonhangaba. Por isso, quem segue pela rodovia precisa redobrar a atenção, sobretudo após o trecho de Pinda.
A carga — a mesma que partiu de Arujá na semana passada — mede 135 metros de comprimento, tem 6 metros de largura e pesa mais de 800 toneladas. Ela está apoiada em um veículo especial com 59 eixos, o que torna o avanço lento e altamente programado. Por causa desse porte, as equipes realizam avaliações constantes para permitir as chamadas sangrias, pequenas liberações que aliviam a pressão sobre o conjunto.
Nesta manhã, o transporte seguiu até o km 117, onde ocorre uma parada temporária justamente para essa sangria. A previsão é que o equipamento avance até o km 101 de Pindamonhangaba, ainda no sentido RJ, antes de uma nova etapa.
Segundo a CCR RioSP, que coordena a operação, todo o percurso exige bloqueios intermitentes, já que o conjunto ocupa praticamente toda a largura da pista. Além disso, a logística envolve profissionais da concessionária e de órgãos como PRF, ANTT, DNIT e DER-SP, o que garante segurança e fluidez sempre que o comboio retoma o trajeto.
Transporte internacional e rota final até o exterior
A operação faz parte de uma logística internacional, pois o transformador será levado ao Rio de Janeiro, seguirá até o porto de Itaguaí e depois embarcará rumo à Arábia Saudita. Esta é a terceira remessa enviada pela Dutra — as etapas anteriores ocorreram em julho e setembro.
Durante todo o deslocamento, as câmeras do Centro de Controle Operacional monitoram a rodovia em tempo real. A escolha de avançar em horários específicos, muitas vezes reduzidos ao período noturno, ocorre justamente para evitar retenções, ainda que as paradas técnicas, como a desta quarta, aconteçam ao longo do dia.
