Candidato ao Senado pelo partido NOVO defende parcelar o 13º Salário

Candidato ao senado pelo partido novo Ricardo Mellão, sendo entrevistado por Fernando Carlos. Candidato defendeu parcelar o 13º salário para ajudar o fluxo de caixa dos empresários
(Foto: CBN VALE) parcelar o 13º Salário

A Rádio CBN SJC e Vale entrevistou nesta segunda-feira (5) mais um candidato ao Senado Federal pelo estado de São Paulo, desta vez o convidado foi o deputado estadual Ricardo Mellão (NOVO).

• Leia mais notícias da região clicando aqui

O parlamentar que está em seu primeiro mandato faz coro com o seu partido, que abdicou de utilizar das verbas públicas para campanhas eleitorais. Outra situação que poderia gerar economia aos cofres públicos, é a diminuição do número de assessores parlamentares, diz o deputado.

Ricardo Mellão, que afirmou nunca ter trabalhado com mais de oito assessores, critica o número excessivo de contratações na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que pode chegar a 23 cargos por parlamentar, e cita ainda que contar com o máximo de assessores, visaria apenas ao apadrinhamento de cabos eleitorais e pessoas comprometidas com a campanha eleitoral de políticos.

Flexibilização de Direitos Trabalhistas

Existe uma parcela dos gestores públicos que defende a eliminação de direitos trabalhistas com a desculpa de que com isso, mais empregos poderiam ser gerados. A reportagem perguntou ao candidato se ele é a favor dessa política.

Ricardo Mellão explicou ser favorável a uma maior flexibilização das leis trabalhistas, como por exemplo, no pagamento do 13º salário, que na opinião do deputado poderia ser depositado ao trabalhador em parcelas, ao invés de o empresário ir guardando recursos todos os meses para o pagamento de uma só vez no final do ano. Tal medida poderia ajudar o empresariado a gerir melhor o fluxo de caixa das empresas, o que em tese, contribuiria para a geração de empregos.

Já outros benefícios como vale-transporte e vale-alimentação, poderiam se dar por livre negociação entre empregados e empregadores.

Fim do Foro Privilegiado

Quase 50 mil servidores públicos têm direito ao Foro Privilegiado no Brasil, sendo que em alguns países, presidentes, vice-presidentes e ministros, por exemplo, não possuem tal direito. Para Ricardo Mellão, o foro pode acabar favorecendo a impunidade e a proteção de políticos que não seguem uma vida republicana.

Portanto, ao menos para deputados e senadores, o candidato defende o fim do foro privilegiado, o que ajudaria a resolver um outro problema na visão do candidato, a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) se concentrar em julgar apenas atos constitucionais, e não julgamentos penais/criminais que envolvam, eventualmente, senadores ou deputados.

Dessa forma, esses parlamentares seriam julgados pela justiça comum em caso de irregularidades na gestão pública e não mais pela suprema corte.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: