Candidato ao Senado, Aldo Rebelo (PDT) cita a ‘inovação’ como forma de redução do desemprego

Candidato ao senado, Aldo Rebelo (PDT) sendo entrevistado por Marcelo Rocha, na rádio CBN Vale
(Foto: CBN VALE) candidato ao senado

Em mais uma rodada de entrevistas com candidatos que disputarão as eleições em outubro, a Rádio CBN SJC e Vale conversou nesta quarta-feira (17), com Aldo Rebelo (PDT), candidato ao Senado pelo estado de São Paulo.

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A geração de empregos, em especial na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, foi um dos temas abordados pela reportagem.

Para o ex-ministro, um dos principais fatores para o aumento do desemprego, além do processo de desindustrialização, é a perda da capacidade de inovação no setor de tecnologia, o que faz com que os produtos fabricados fora do país, acabem sendo comercializados em território nacional com preços mais competitivos.

O resultado da desindustrialização, é a migração da mão de obra especializada para o setor de serviços, que acaba sendo remunerada com salários mais baixos, algo que seria evitado com o investimento federal em ciência e tecnologia.

Auxílio emergencial às vésperas das eleições

O Congresso Nacional aprovou recentemente uma série de medidas assistenciais, que pela Lei eleitoral, são proibidas em ano de eleição. Benefícios para caminhoneiros, taxistas, ou mesmo o vale-gás, foram aprovados pelos parlamentares após o Governo Federal decretar “Estado de Emergência”, usado como recurso para o enfrentamento da crise dos preços de derivados de petróleo. 

Aldo Rebelo diz ser favorável à redução do preço dos combustíveis, além do enfrentamento ao desemprego e à fome, mas que o governo poderia ter aplicado essas medidas há muito tempo. Para o candidato, o próprio governo, que é o maior acionista da Petrobras, estava interessado no aumento dos preços dos combustíveis para obter lucro, e que o auxílio emergencial do governo Bolsonaro possui viés eleitoral.

Aldo Rebelo ocupou os cargos de Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministro da Defesa e Ministro do Esporte no governo de Dilma Rousseff. Foi também Ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais, no governo Lula, além de ter presidido a Câmara dos Deputados de 2005 a 2007.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: