
Em celebração ao Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre a importância da amamentação, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realiza em todo o Brasil, uma série de ações para aumentar as taxas de aleitamento materno.
A cor dourada foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o leite materno um “alimento de ouro”. No Brasil a campanha Agosto Dourado foi instituída pela Lei Federal n°13.345 de 12 de abril de 2017.
Para destacar a importância da amamentação nos primeiros anos de vida do bebê, foram entrevistadas no Jornal CBN Vale 1ª edição desta quinta-feira (8) Emilene Xavier, enfermeira supervisora do Hospital Municipal de SJC e do Ambulatório da Mulher e a enfermeira Aline Luiza, também do Ambulatório da Mulher de SJC.
Durante a entrevista, as duas profissionais reforçaram a informação de que o Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais, e que nos primeiros 6 meses o bebê receba somente leite materno, ou seja, sem necessidade de sucos, chás, água e outros alimentos.
O leite humano é essencial para todos os bebês, em especial para a saúde e sobrevivência de bebês prematuros e de baixo peso (com menos de 2.500gr), que estão internados nas unidades neonatais do Brasil e não podem ser amamentados pelas próprias mães.
Outro ponto importante destacado na entrevista foi o trabalho desenvolvido no Banco de Leite Materno de São José dos Campos. A doação de leite humano se faz necessária para atender principalmente os bebês que estão internados e que não podem ser amamentados pela própria mãe.

Dados
No Brasil, todos os anos aproximadamente 150 mil litros de leite materno humano são coletados, processados e distribuídos aos recém-nascidos de baixo peso que estão internados em unidades neonatais de todo o Brasil. Com este leite doado, a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e sobrevivência.
De acordo com a supervisora Emilene Xavier, todas as mães são aptas para doar. Quem estiver com leite sobrando deve ligar para o Hospital Municipal de SJC, pelo telefone 3901-3507, para se cadastrar e receber as orientações iniciais.
A enfermeira Aline Luiza também destacou que, após a ligação, a equipe do banco de leite visita a pessoa interessada para explicar o processo e coletar material para exames. Somente após a constatação de que a mãe é uma pessoa saudável, é que a doação é aprovada.
Após sete dias da primeira visita, as equipes vão novamente até a casa da doadora para recolher o material. As mães recebem todas as instruções para fazer o armazenamento dentro dos padrões de higiene exigidos.

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano está presente em todos os estados brasileiros, com mais de 200 bancos de leite materno e postos de coleta. No entanto, a Rede consegue suprir um pouco mais da metade da demanda para os recém-nascidos internados nas unidades neonatais do Brasil.
Um pote de leite humano de 200 ml doado, por exemplo, é capaz de alimentar até dez recém-nascidos internados, por dia. Dependendo do peso do bebê, cerca de um ml já é o suficiente para nutri-lo cada vez que ele for alimentado.
Bebês que estão internados e não podem ser amamentados pelas próprias mães têm a chance de receber os benefícios do leite humano com a doação. Com este leite, a criança se desenvolve com saúde, tem mais chances de recuperação e sobrevivência.
