Câmara aprova projeto que autoriza realização de rodeios em Guaratinguetá

rodeios em Guaratinguetá
Foto: Marcos Vicentti/Secom

A Câmara Municipal de Guaratinguetá aprovou, na noite desta segunda-feira (24), o projeto que regulamenta a realização de eventos de rodeio no município.

A proposta, de autoria do vereador Ferri da Rocinha (Podemos), foi decidida após um empate de 5 a 5 entre os vereadores, mas aprovada graças ao voto de Minerva da presidente da Casa, vereadora Rosa Filippo (PSD), que só se manifesta em casos de desempate.

Com a aprovação, o município passa a ter regras específicas para fiscalizar esse tipo de evento. Não existe, atualmente, nenhuma lei que proíbe rodeios em Guaratinguetá — o que foi votado pelos parlamentares foi justamente a criação de normas para permitir a realização com critérios de segurança e acompanhamento técnico.

Segundo apurado, o texto prevê exigências como presença de veterinários, estrutura adequada para os animais e mecanismos de fiscalização durante toda a execução do evento. Além disso, o projeto determina que 2% do lucro dos eventos seja destinado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e 2% da arrecadação bruta à UPA de Guaratinguetá.

Votaram contra os vereadores: Alexandra Andrade (PL), Cabo Samuel (PSD), Marcelo da Santa Casa (PSD), Nei Carteiro (MDB) e Pedro Sanini (PL). Já os votos favoráveis foram: de Dra. Tatiana Antunes (Republicanos), Fabrício da Aeronáutica (PL) , Ferri da Rocinha (Podemos), Leninha (MDB), Márcio Almeida (PL) e Rosa Filippo (PSD). A proposta segue agora para sanção do prefeito Júnior Filippo (PSD).

Debate público

A decisão dividiu opiniões. A regulamentação foi celebrada por quem defende a realização de rodeios, sob o argumento de que as regras permitirão eventos mais organizados e seguros. Já protetores e defensores da causa animal demonstraram preocupação, sobretudo em relação ao bem-estar dos animais e aos impactos da prática.

Outro ponto discutido foi o argumento de que o rodeio poderia gerar empregos temporários para moradores da cidade. No entanto, críticos ao projeto afirmam que essa expectativa não se confirma na prática, já que as empresas responsáveis pela organização costumam trazer suas próprias equipes, reduzindo as oportunidades para trabalhadores locais.