Bombeiro acusado de matar estudante de Medicina em Taubaté se entrega após fim de restrição eleitoral

Bombeiro acusado de matar estudante de Medicina em Taubaté se entrega

MP recorre contra liberdade provisória de bombeiro acusado de matar estudante da Unitau em discussão de trânsito
Foto: Reprodução

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar a tiros o estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, em Taubaté, se entregou à polícia nesta terça-feira (6). A apresentação ocorreu após o fim do período em que a legislação eleitoral restringia prisões, salvo em situações específicas.

Segundo a defesa, Marcos Paulo procurou um quartel do Corpo de Bombeiros na capital paulista e ficou à disposição da Justiça. Ele responde à investigação sobre a morte do estudante durante uma discussão de trânsito em Taubaté.

No mesmo dia, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o bombeiro por homicídio qualificado. O promotor Brenno Arruda Sobreira de Siqueira Figueiredo protocolou a denúncia nesta terça-feira.

O MP-SP aponta duas qualificadoras: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Agora, a Justiça vai analisar a denúncia e decidir se aceita a acusação.

O que diz a investigação

Segundo a denúncia, Marcos Paulo discutiu com Bruno durante uma situação de trânsito. Em seguida, o bombeiro saiu do carro, quebrou o vidro da porta do motorista e atirou contra o estudante.

Bruno recebeu quatro tiros. Os ferimentos provocados pelos disparos levaram à morte do jovem.

A Polícia Civil concluiu o inquérito em 2 de outubro e indiciou Marcos Paulo por homicídio qualificado. Durante a investigação, os policiais descartaram a hipótese de legítima defesa apresentada pelo bombeiro.

A defesa, entretanto, sustenta outra versão. Os advogados afirmam que Marcos Paulo agiu em legítima defesa porque acreditou estar diante de uma tentativa de assalto.

Próximos passos

Com a entrega do bombeiro, a Justiça poderá avaliar as medidas relacionadas à prisão e ao andamento do processo. Além disso, o Judiciário precisa decidir se aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Caso a Justiça aceite a acusação, Marcos Paulo se tornará réu e responderá a uma ação penal pela morte do estudante de Medicina.