
O presidente Jair Bolsonaro realizou na noite de sexta-feira (31), em rede nacional de rádio e TV, um pronunciamento oficial de final de ano. Entre os temas abordados, o presidente mais uma vez se posicionou contra a adoção de passaporte vacinal no país, além de defender a necessidade de prescrição médica para a imunização de crianças contra a Covid-19.
“Não apoiamos o passaporte vacinal, nem qualquer restrição àqueles que não desejam se vacinar. Também, como anunciado pelo ministro da Saúde, defendemos que as vacinas para as crianças entre 5 e 11 anos sejam aplicadas somente com o consentimento dos pais e prescrição médica. A liberdade tem que ser respeitada”, afirmou o presidente no discurso.
Segundo especialistas, exigir o comprovante e facilitar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos são medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia. Bolsonaro já avisou que não irá vacinar a filha de 11 anos de idade.
Destaques do governo
Segundo o presidente, durante o seu mandato o governo iniciou novas obras e concluiu outras que estavam inacabadas. Bolsonaro destacou a transposição do rio São Francisco (mais de 90% da obra já estava concluída quando o presidente iniciou sua gestão e vários trechos já tinham sido inaugurados em governos anteriores).
Bolsonaro também voltou a criticar prefeitos e governadores, responsabilizando-os pela crise econômica por causa da política adotada para combater a pandemia de Covid-19. O distanciamento social e demais medidas restritivas, sempre foram recomendadas por infectologistas e autoridades sanitárias para inibir o crescimento da pandemia e atenuar a superlotação de hospitais.
Ele também afirmou que o governo federal destinou bilhões de reais para que estados e municípios enfrentassem a situação, citou a criação de programas para a preservação de 11 milhões de empregos e o pagamento do auxílio emergencial a 68 milhões de pessoas.
Os programas sociais foram aprovados pelo Congresso Nacional, e no caso da criação do auxílio emergencial, o valor aprovado pelos parlamentares foi maior que o proposto inicialmente pela equipe econômica do governo.
Bolsonaro declarou ainda que o Brasil termina 2021 com saldo de três milhões de novos empregos e cinco milhões de empresas abertas, o início do pagamento do Auxílio Brasil e a flexibilização da posse e do porte de armas no Brasil
Bolsonaro sancionou na última quinta-feira (30) a lei que cria o Auxílio Brasil, mas vetou trecho que previa inclusão obrigatória de todas as famílias que cumprissem os requisitos do programa. Especialistas consideraram que ficará mais difícil alcançar o objetivo de contemplar as 17 milhões de famílias que o governo prometeu atender.
Sobre a tragédia provocada pelas chuvas na Bahia e em Minas Gerais, disse que, desde o primeiro momento, pediu a ministros que ajudassem os municípios atingidos.
O discurso foi gravado por Bolsonaro antes da sua viagem de férias para Santa Catarina.
