
Desde o início da pandemia, o SARS-CoV-2 (Covid-19) vem se revelando um vírus com alta capacidade de evolução e geração de novas variantes, como o Ômicron.
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O caso mais recente é a subvariante BA.2, que é mais agressiva que a Ômicron, segundo pesquisadores japoneses das universidades de Tóquio, Kumamoto, Hokkaido e Kyoto. Para entendermos como se comportam essas novas variantes, a Rádio CBN Vale entrevistou nesta sexta-feira (18), o Dr. Luiz Nali, biólogo virologista e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa).
Segundo especialista, estamos vivendo um momento preocupante com a BA.2, com níveis de contaminação superiores às provocadas pelas cepas da Delta e Gama do coronavírus, por sua grande capacidade de infecção e transmissibilidade, juntamente com o relaxamento das medidas de prevenção contra a doença, além da falta do complemento vacinal, incluindo as doses de reforço contra a covid-19.
Segurança das vacinas
O Dr. Luiz Nali reforçou que as vacinas utilizadas contra a covid no Brasil, são seguras e que têm a capacidade de impedir a transmissão e evitar a evolução do paciente para quadro mais grave da doença, evitando as taxas de morte. Por outro lado, o biólogo confirmou que os números de mortes de pacientes por covid, apontam para pessoas que não se vacinaram ou não completaram o esquema vacinal.
Como surgem as variantes?
O vírus, por si só, já é um ser capaz de realizar mutações, e todas as vezes que permitimos a circulação, estamos auxiliando para que esse vírus possa se replicar, gerar mutações e o surgimento das variantes.
Quando será o pico da variante Ômicron?
De acordo com o Dr. Nali, não é possível ainda medir quando será o pico da doença. Primeiro, precisaríamos ter uma política de testagem em massa para medir a real situação do número de infectados no país. As infecções se comportam como ‘ondas’, onde o existe um pico e logo a seguir ela pode diminuir. A grande questão é, até quando precisaríamos esperar esse pico ser atingido para esperarmos a queda nos índices?
Lembrando que essa variante é muito mais transmissível, e por isso, não é ideal esperarmos pelo pico para que se possa observar o declínio do número de casos. Não é possível abrir mão das medidas de segurança sanitárias e contar com a infecção natural para que se tenha um declínio dessas infecções, já que, quanto mais infecções ocorrerem, mais será a probabilidade de novas variantes surgirem.
Autotestes
A Anvisa autorizou nesta quinta-feira (18) o registro do primeiro autoteste para covid-19 no Brasil. O produto foi nomeado de “Novel Coronavírus Autoteste Antígeno”, fabricado pela empresa CPMH Comércio e Indústria de Produtos Médicos-Hospitalares e Odontológicos.
O Dr. Luiz Nali disse ser favorável ao uso desse insumo por conta das nossas condições de infraestrutura, sendo uma ferramenta capaz de dar um panorama de como está infecção no país. Ele explicou que o mais importante é que esses resultados possam ser capazes de criar medidas sanitárias para o controle da doença e que esses dados possam se tornar públicos para que os cidadãos tenham ideia de como está a dimensão da doença no Brasil.