
O Banco Central (BC) emitiu um alerta nessa quarta-feira (16) sobre a crescente atuação de golpistas que prometem facilidades para o resgate de valores esquecidos em bancos e instituições financeiras.
O aviso, publicado em seu site e redes sociais, reforça que qualquer tentativa de consulta ou saque fora dos canais oficiais do BC é uma armadilha. “O único site confiável para consultar e solicitar a devolução de valores é o: https://valoresareceber.bcb.gov.br“, destacou a autoridade monetária.
O prazo para resgatar os recursos expirou na quarta-feira (16). Aqueles que perderam a data podem ser alvo de promessas fraudulentas que buscam viabilizar o resgate fora do prazo estipulado. Segundo o BC, muitos golpistas estão exigindo pagamentos antecipados por serviços que não existem.
Cuidado com sites falsos
O Banco Central identificou anúncios enganosos em redes sociais e aplicativos de mensagens, que direcionam os usuários a sites não oficiais. A instituição enfatiza: “Qualquer outro site é falso! Não utilizamos páginas como ‘consulta brasil’, ‘brasil consulta’, entre outras semelhantes”.
Todos os serviços oferecidos pelo BC são gratuitos e a instituição não envia links ou contata os cidadãos para tratar de valores a receber.
“Somente as instituições que constam no Sistema de Valores a Receber podem contatá-lo e, em nenhuma hipótese, solicitarão sua senha. Evite clicar em links suspeitos recebidos por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram”, alertou o BC.

Valores esquecidos no sistema financeiro
Estima-se que cerca de 42 milhões de pessoas físicas e 3,6 milhões de empresas possuem valores a receber no sistema financeiro. Até agosto de 2023, aproximadamente R$ 8,6 bilhões estavam disponíveis para saque, sendo R$ 6,62 bilhões pertencentes a pessoas físicas e R$ 1,97 bilhão a pessoas jurídicas.
Os valores não sacados serão transferidos para a conta única do Tesouro Nacional, em cumprimento à lei que prevê a compensação da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e 156 municípios, aprovada recentemente pelo Congresso. Essa medida deve gerar R$ 55 bilhões para o governo, visando custear a extensão dos benefícios econômicos.
*informações, Agência Brasil