
A energia elétrica fica mais cara a partir desta segunda-feira (1º) devido ao acionamento da bandeira amarela. A conta de luz deve aumentar R$ 1,88 para cada 100 kW/h consumidos em julho.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) atribui essa medida à previsão de chuvas abaixo da média no segundo semestre, às temperaturas mais altas, ao maior consumo e ao acionamento de usinas térmicas, cuja operação é mais cara.
O sistema não era acionado desde abril de 2022. Durante esse período, a bandeira permaneceu verde, o que não gera acréscimo na conta.
Escassez de chuvas:
Esse cenário de escassez de chuvas, somado a um inverno com temperaturas acima da média histórica, faz com que as termelétricas, que produzem energia mais cara do que as hidrelétricas, entrem em operação com mais frequência.
Portanto, os fatores que acionaram a bandeira amarela foram o GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), visto que atualmente não há despacho fora da ordem do mérito (GFOM) decidido pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).
Bandeira amarela:
Com o acionamento da bandeira amarela, a vigilância quanto ao uso responsável da energia elétrica é fundamental, diz a Aneel.
“A orientação é para utilizar a energia de forma consciente e evitar desperdícios que prejudicam o meio ambiente e afetam a sustentabilidade do setor elétrico como um todo. A economia de energia é essencial para a preservação dos recursos naturais”, ressaltou a agência em seu portal oficial.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela ANEEL em 2015 para indicar, aos consumidores, os custos da geração de energia no Brasil. Ele reflete o custo variável da produção de energia, considerando fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis, bem como o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.