
A enfermeira envolvida no primeiro caso de falsa aplicação de vacina contra Covid-19 em uma idosa de 73 anos, em Jacareí, responderá pelo crime de peculato. A denúncia do crime foi acatada pela Justiça nos últimos dias após a Polícia Civil ter concluído as investigações a partir de uma perícia nas imagens gravadas por familiares que registraram a não-aplicação do imunizante.
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O episódio ocorreu no Educamais Esperança, uma das unidades que aplicam doses da vacina contra o coronavírus na cidade, em 19 de março. A CBN Vale obteve acesso às imagens, onde é possível ver a auxiliar de enfermagem pedindo para que a idosa relaxasse o braço, além de retirar a proteção da agulha, injetar no braço e retirando segundos depois sem apertar o êmbolo que aplica a vacina.
Família registra falsa aplicação de vacina contra Covid-19 em idosa de 73 anos em Jacareí
Em resumo, concluiu-se que a profissional forjou a aplicação da vacina contra a Covid-19 em Maria Renó Barreto Martins. Segundo Juliana Barreto Ribas Martins, filha de Maria Renó, uma amiga de sua mãe havia alertado ao fato do líquido da vacina não ter sido completamente injetado. No vídeo, foi possível escutar a profissional da área dizendo que a aplicação teria que ser rápida.
A família procurou a Prefeitura para informar o ocorrido. A idosa voltou novamente ao ponto de vacinação, horas depois, e pôde receber a primeira dose da Coronavac. Na época, Juliana contou a nossa reportagem que sua mãe acompanhou todo o processo de forma mais atenta: abriram a seringa, puxaram o líquido de dentro do frasco do imunizante, mostraram a seringa cheia, aplicaram e tiraram no final da imunização.
Com a análise final da perícia, foi confirmada a falsa aplicação e concluído o inquérito em 27 de abril. O Ministério Público chegou a pedir a prisão preventiva da auxiliar de enfermagem, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça. A pena do crime pode chegar a 12 anos de prisão, mas por hora, ela responde em liberdade. Após o ocorrido, a Prefeitura de Jacareí informou à CBN Vale que o caso foi um “ato lamentável e inaceitável”.
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