
Um monitoramento do Instituto Sentinela Cidadania revelou 13 mil ataques direcionados a candidaturas LGBTQIA+ no Instagram nestas eleições. A ferramenta analisou mais de 300 mil comentários com potencial ofensivo desde o início da campanha.
A pesquisa identificou 11 mil perfis diferentes envolvidos em agressões virtuais. Além disso, 92% dos ataques atingiram mulheres e 83% tiveram candidatos negros como alvo.

Quatro candidatas a deputada federal concentram 83% das ofensas registradas nas redes. Erika Hilton (PSOL), de 33 anos, responde sozinha por cerca de dois terços de todos os casos. Duda Salabert (PSOL), de 43 anos, Benny Briolly (PT), de 33 anos, e Thabatta Pimenta (PV), de 34 anos, completam a lista das mais atacadas.

O levantamento também encontrou sinais de ação organizada entre as contas analisas. Em um dos episódios, 63 perfis publicaram a mesma mensagem ofensiva contra o candidato Fabrício Rosa (PT), de 46 anos, em um intervalo de apenas três minutos.

Integrantes de três partidos políticos figuram entre os autores de comentários transforbicos. Diante disso, o Instituto Plena Cidadania protocolou uma notícia-crime na Justiça Eleitoral para apurar o uso de verba pública em ataques virtuais.