
As empresas terceirizadas da LG continuam em greve em São José dos Campos e Caçapava. O movimento acontece após a sul coreana anunciar que deixará de produzir celulares, além de notebooks e monitores no Vale do Paraíba. As fornecedoras da linha de smartphones incluem Sun Tech, Blue Tech e 3C, que praticamente montavam por completo os aparelhos.
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Aline Bernardo é funcionária da Sun Tech há 12 anos. Ela, que é chefe de família, teme não conseguir se recolocar no mercado de trabalho, por causa da crise causada durante a pandemia.(Confira a reportagem ao final deste texto)
Segundo Aline, por causa dessa produção exclusiva para a unidade, as fábricas já anunciaram que vão encerrar as atividades em maio, porque não há outra empresa que produz os aparelhos. E quem saiu prejudicada foi ela e mais outras 400 funcionárias.
Um levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisas de Economia e Gênero (NPEGen) da Facamp (Faculdades de Campinas) revela que menos de 1% das mulheres, que saíram do mercado de trabalho por conta da pandemia, tiveram oportunidade de voltar a trabalhar. No período, 9 milhões de pessoas deixaram o mercado, mas 418 mil conseguiram retornar no último trimestre de 2020, sendo 380 mil homens e apenas 37 mil mulheres.
Nas empresas terceirizadas fornecedoras da LG, 95% dos funcionários são mulheres, mães de família. A Fatima Antunes, trabalhadora da Blue Tech, também é uma dessas trabalhadoras que foram prejudicadas com o fechamento da base. Ela pontuou o mesmo problema: “a dificuldade das mulheres em conseguir recolocação no mercado de trabalho”.
De acordo com a LG, desde o segundo semestre de 2015, o negócio global de celulares tem sofrido perda operacional por 23 trimestres consecutivos, resultando em um prejuízo de aproximadamente 4 bilhões de dólares até o final de 2020. A decisão foi tomada, segundo a empresa, depois de avaliar todas as possibilidades para o negócio.
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