
Os 830 funcionários da Ford em Taubaté retornaram ao trabalho nesta tarde de quarta-feira (16). A decisão partiu dos próprios trabalhadores em assembleia realizada na unidade junto ao Sindicato dos Metalúrgicos. O objetivo é demonstrar à montadora que o grupo não está de greve e que deseja retomar as atividades nas mais diversas áreas da empresa.
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Há uma semana, a Ford havia convocado cerca de 40 funcionários para o retorno temporário ao trabalho. Em assembleia, os trabalhadores decidiram pela manutenção dos atos em defesa dos empregos, e segundo o Sindicato, a convocação foi considerada como uma retaliação, já que a Justiça do Trabalho havia suspendido o processo de demissão em massa das fábricas de Taubaté e Camçari.
No comunicado enviado aos funcionários, o Departamento de Recursos Humanos da Ford Taubaté informou que o líder de cada área realizaria, por telegrama e ligação telefônica, a convocação dos funcionários para que o retorno acontecesse de forma escalonada, considerando que os contratos de trabalho permanecem ativos.
No entanto, para a entidade que representa a categoria, convocações feitas de forma individual configuram prática de assédio, desrespeitando a decisão expedida pela Vara do Trabalho de Taubaté. A coordenação sindical declarou que a Ford “joga sujo ao culpar os trabalhadores pela paralisação da produção para depois coagir e constranger”.
Os trabalhadores estavam de licença remunerada e, por mais de um mês, desde o anúncio do encerramento da produção no país, eles realizam uma vigília na porta da fábrica evitando com que pessoas entrem ou saiam da unidade, bem como peças e caminhões. Segundo o Dieese, o fechamento da Ford terá um impacto anual de mais de R$ 93 milhões em Taubaté, levando em conta apenas a massa salarial dos 830 trabalhadores diretos da montadora.