
Após o Governo de São Paulo repudiar a falta de comprometimento da Prefeitura de São José dos Campos no registro de doses aplicadas da vacina contra a Covid-19 na plataforma VaciVida, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou a inserção dos dados do processo de imunização no ambiente digital.
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De acordo com a administração estadual, São José era o único município que não havia enviado os dados de vacinados à Secretaria de Estado da Saúde desde o lançamento da plataforma, em janeiro. As informações começaram a ser inseridas ontem (17), e até às 9h30 desta quinta (18), foram cadastradas 135 doses na plataforma, ante 34,5 mil que já foram aplicadas em toda cidade.
Do total, 27.370 doses foram aplicadas em profissionais de saúde e trabalhadores dos serviços de apoio e 7.161 em idosos. Em nota encaminhada à CBN Vale, as equipe de Tecnologia da Informação (TI) da Prefeitura de São José dos Campos e do Governo do Estado de São Paulo estão trabalhando para a integração dos dados, evitando a redigitação das informações.
Vale lembrar que a maior cidade do Vale do Paraíba aplica, atualmente, a segunda dose da vacina em profissionais da saúde na linha de frente ao combate à pandemia. A Prefeitura também aguarda uma nova remessa para seguir vacinando idosos com mais de 80 anos, que teve de ser suspensa devido a falta de imunizantes. A expectativa é de que as doses cheguem na próxima terça (23).
VaciVida
A plataforma foi criada pelo Governo de São Paulo para monitoramento da imunização em todas as cidades. O objetivo da plataforma é contar com o preenchimento de dados por parte das prefeituras para que o Estado também acompanhe a necessidade de novas doses, público-alvo e o número de imunizantes a serem encaminhados.
No entanto, em comunicado enviado à CBN Vale na última terça-feira (17), a pasta afirmou que somente São José “se exime da responsabilidade de realizar o registro nominal da vacinação”, e que mesmo oficiada e acionada pela pasta, segue omitindo “dados cruciais para as ações de vigilância em saúde, desde a logística, distribuição, controle e rastreabilidade das doses aplicadas e registradas”.
A Prefeitura, também na terça (17), disse que espera celeridade do Estado para a criação de uma plataforma que consiga integrar de forma automática o sistema do município ao Estado, evitando a redigitação que pode levar a erros humanos, e que seguirá mandando os dados para o Ministério da Saúde, que já possui um sistema “bem mais integrado e eficiente”.
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