Após receber liberdade condicional, Paulo Maluf vai morar em Campos do Jordão

Após receber liberdade condicional, Paulo Maluf vai morar em Campos do Jordão
(Foto: Wagner Pires/Futura Press/Estadão Conteúdo)

O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, 90, que desde o mês passado está em liberdade condicional, pretende se mudar para Campos do Jordão, segundo informou o site de notícias Veja São Paulo, nesta quarta-feira (6).

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Maluf foi condenado a sete anos de cadeia por corrupção, mas acabou sendo beneficiado com a flexibilização de sua pena. De acordo com a publicação, a ideia é que ele permaneça seis meses em Campos do Jordão e seis meses em sua residência na capital paulista. Mesmo livre de cumprir pena, Maluf precisa informar à Justiça sobre sua localização.

Quem lhe fará companhia, 24 horas por dia, é sua esposa, Sylvia, além de uma equipe de enfermeiros.

Em fevereiro, Maluf foi internado em um hospital da zona sul de São Paulo, após ter sido infectado pela Covid-19, mas se recuperou bem. Mesmo internado, o ex-prefeito teve que informar a justiça sobre os seus movimentos. Segundo pessoas próximas, Maluf também precisou operar o fêmur, e desde então não conseguiu mais andar.

Condenado em 2017 a 7 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, por lavagem de dinheiro, Maluf foi preso em dezembro do mesmo ano, e em março do ano seguinte foi agraciado com o benefício da prisão domiciliar.

Condenado pelo STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o então deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), em 23 de maio de 2017 pelo crime de lavagem de dinheiro, além de determinar a perda do mandato do parlamentar e multa de mais de R$ 1,3 milhão.

Maluf foi acusado pelo Ministério Público Federal de usar contas no exterior para lavar dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo quando foi prefeito da capital, entre 1993 e 1996.

De acordo com a denúncia, uma das fontes do dinheiro desviado ao exterior por Maluf seria da obra de construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho.

Maluf foi acusado de usar contas bancárias em nome de empresas offshores (firmas usadas para investimentos no exterior) para enviar dinheiro desviado e reutilizar parte do dinheiro da compra de ações de empresas da família dele, a Eucatex. Segundo o MPF, mais de US$ 172 milhões foram aportados na empresa por meio desse esquema.