
Os mercenários do Grupo Wagner deixaram as instalações militares de Rostov-do-Don, cidade do sul da Rússia, na noite deste sábado (24). O recuo aconteceu após um acordo com o presidente russo, Vladmir Putin, mediado pelo presidente de Belarus, Alexander Lukashenko.
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Segundo apuração da CNN dos Estados Unidos, Yevgeny Prigozhin, líder dos mercenários, deixou o quartel que montou em Rostov na carroceria de uma caminhonete.
Prigozhin foi anistiado do processo legal que o governo russo abriu em resposta à tentativa de golpe de estado que iniciou na última sexta-feira (23).
O acordo prevê também que os mercenários que participaram da ofensiva em território russo serão anistiados. O líder, além de perdoado, ficará exilado em Belarus.
A agência de notícias estatal russa, Tass, informou que o Grupo Wagner voltou para o campo de batalha na Ucrânia. Eles chegaram a marchar em direção a capital Moscou para um ataque contra os russos. Mas, o acordo fez com que essa ofensiva fosse cancelada.
Entenda o caso
O “Wagner” é uma espécie de organização paramilitar ligada ao governo russo. O grupo surgiu em 2014, composto por ex-soldados de elite altamente qualificados.
Com a invasão da Ucrânia, acredita-se que o grupo tenha se expandido recrutando prisioneiros para lutar a favor da Rússia. Os mercenários reforçaram a linha de frente e atuaram em várias batalhas, incluindo na conquista de Bakhmut.
A relação entre o grupo e o Ministério da Defesa da Rússia já estava estremecido há alguns meses. Nesta sexta-feira (23), a crise se intensificou depois que Yevgeny Prigozhin acusou o governo Putin de promover um ataque contra acampamentos da organização.
Prigozhin prometeu retaliações e isso levou o procurador-geral da Rússia a abrir uma investigação contra ele por “suspeita de organizar uma rebelião armada”.
O Exército russo negou o ataque contra o Grupo Wagner e classifica as acusações como uma ‘provocação’.