
Uma mente brilhante. Assim Washington Olivetto era classificado por todos que o conheciam. O maior publicitário do Brasil, morreu nesta tarde no Rio de Janeiro aos 73 anos.
A morte foi confirmada pelo Hospital Copa Star no Rio de Janeiro, onde o publicitário estava internado. A causa não foi informada.
“O Hospital Copa Star lamenta a morte do paciente Washington Olivetto na tarde deste domingo (13) e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, informou o hospital em nota.
Olivetto nasceu na capital paulista em setembro de 1951. Descendente de Italiano, ele foi criado pela mãe, uma dona de casa, e pelo pai, vendedor de tintas.
Aos 17 anos, Whashington Olivetto passou a cursar publicidade e propaganda na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Antes mesmo de concluir o curso, ingressou como redator de uma agência publicitária.
O reconhecimento por suas criações magnificas não demoraria a vir e já em seu primeiro ano de atuação no mercado, conquistou um dos prêmios mais importantes para os profissionais da área, o Leão de Bronze do Festival de Publicidade de Cannes.
Uma de suas importantes peças, foi a criação do “Garoto Bombril”, no final da década de 70. Foi no final dos anos 80 que Olivetto lançou outra campanha premiada e considerada por ele muito emblemática. “O primeiro sutiã”, para a marca Valisère.
Corinthiano fanático, Olivetto foi o principal responsável pela criação do slogan que entraria para a história do clube “Democracia Corinthiana”, em 1980, período em que o publicitário foi vice-presidente do departamento de marketing do clube.
Em 2001, Washington Olivetto foi vítima de um sequestro que o manteve preso em um cativeiro por mais de 50 dias. O crime aconteceu na região de Higienópolis, centro de São Paulo, no qual foi descoberto mais tarde que um grupo de chilenos e argentinos planejaram a ação ao longo de dez meses.
Nos últimos meses Olivetto estava internado no hospital Copa Star do Rio para tratar problemas pulmonares. A morte foi confirmada às 17h15, deste domingo (13). O publicitário deixa a esposa, Patrícia Olivetto e três filhos — Homero, Antônia e Theo.
