
A Rádio CBN Vale entrevistou nesta quarta-feira (2) a vereadora de São José dos Campos, Amélia Naomi (PT), para contar sobre esse início de trabalho na Câmara Municipal. O ano legislativo teve início nesta terça-feira (1º) com a retomada das sessões parlamentares.
Entre os principais temas abordados está a nova licitação da coleta de lixo na cidade, e que é criticada pela vereadora. Amélia disse que entrou com uma representação no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) questionando o novo edital da licitação de coleta de resíduos sólidos domiciliares, que tem a abertura dos envelopes prevista para esta sexta-feira (4), às 09h.
O edital prevê o pagamento no valor máximo de R$ 167.161.980,00, para o custeio do serviço nos próximos cinco anos. Atualmente, a coleta de resíduos é formada pelos serviços de coleta comum – feita por empresa terceirizada pela Prefeitura de São José dos Campos (Sustentare), alem da coleta seletiva e coleta de limpeza urbana, ambas realizadas pela Urbam (Urbanizadora Municipal).
Segundo Amélia, o texto da nova proposta reduz o número de coletores (de 4 para 3, por veículo), o que deve aumentar o volume de trabalho dos funcionários com a inclusão da limpeza das feiras públicas, que hoje é feito pela Urbam, além da coleta da capina na cidade.

A vereadora também citou um estudo sobre o peso médio dos sacos plásticos (verdes), utilizados para a coleta desse tipo de resíduo, e que apresentou peso médio de 30 a 38 quilos, o que poderá configurar em mais aumento de trabalho para os colaboradores.
Além disso, está prevista a “coleta Diferenciada do Distrito de São Francisco Xavier e Coleta Diferenciada de Feiras Livres e de Resíduos da Varrição e Capina”, conforme descrito no edital.
Por conta do aumento de trabalho e diminuição de pessoal, a vereadora espera que o TCE aprove seu requerimento e impeça a sequência do leilão, até que a prefeitura faça os ajustes necessários para garantir a manutenção dos empregos que, segundo consta na licitação, deve diminuir o número de coletores, de 4 para 3, por veículo.
Saúde
Amélia nos contou que é a autora de uma representação junto ao Ministério Público, que pede a descentralização da vacinação infantil contra a covid-19. Segundo a vereadora, a iniciativa partiu da solicitação de pais e profissionais de saúde, contra a centralização da imunização das crianças de 5 a 6 anos, em apenas 2 locais: Cefe (Centro de Formação do Educador) e Colégio Tableau.
De acordo com Amélia, há relatos sobre crianças que enfrentaram filas de até 5 horas na companhia dois pais, com aglomeração e sem nenhuma estrutura, o que poderia ampliar os riscos de contaminação dessas pessoas.
Muitas famílias também teriam relatado não ter dinheiro para pagar a passagem de ônibus para chegar aos locais de vacinação, como a população do Pinheirinho, o que poderia desestimular a imunização de crianças.
Por conta desses fatores, a vereadora pediu a descentralização e ampliação dos locais de vacinação para essa faixa etária.