ALERTA: Golpes já causaram mais de R$ 7 milhões em prejuízos em Jacareí

Prefeitura de Jacareí alerta para golpes que já causaram R$ 7,2 milhões em prejuízos e reúne orientações para evitar fraudes em 2026.
Foto: Ron Lach

A Prefeitura de Jacareí e a Polícia Civil do Estado de São Paulo alertam os moradores sobre a frequência de casos de estelionato na cidade. Entre janeiro e agosto de 2026, cerca de 2.200 ocorrências chegaram ao conhecimento da polícia e geraram R$ 7.277.141,56 em prejuízos financeiros.

De acordo com a Polícia Civil, os principais casos envolvem golpes digitais, com atenção especial para as fraudes contra pessoas idosas. Entretanto, jovens e adultos também devem adotar cuidados para evitar transferências e pagamentos feitos aos criminosos.

Conheça os golpes mais comuns

Falso parente: o criminoso se passa por um familiar e afirma que trocou de número de telefone. Em seguida, pede dinheiro para resolver uma situação urgente. Antes de fazer qualquer transferência, confirme a identidade da pessoa por ligação, videochamada ou com outros familiares.

Falso advogado: o criminoso obtém informações de processos disponíveis na internet e entra em contato com a vítima. Ele afirma que houve uma decisão favorável e pede pagamentos de taxas, depósitos ou transferências via Pix. Em alguns casos, os golpistas usam videochamadas com pessoas que se passam por juízes ou promotores. Por isso, confirme as informações diretamente com o advogado por canais conhecidos ou presencialmente.

Triangulação na compra e venda de bens: o criminoso copia um anúncio de veículo, celular ou outro bem e oferece o produto por um preço menor. Depois, ele atua como intermediário entre comprador e vendedor e pede que os dois não conversem sobre valores. O comprador faz o pagamento ao golpista, enquanto o vendedor espera receber o dinheiro. Dessa forma, as duas partes podem sofrer prejuízo. Por isso, comprador e vendedor devem conversar diretamente e desconfiar de intermediários, pedidos de sigilo e preços muito abaixo do mercado.

Falso anúncio de bens: os criminosos anunciam produtos por valores muito abaixo do mercado e desaparecem depois que recebem o pagamento. O consumidor deve desconfiar de preços muito baixos, verificar o produto antes da compra e preferir plataformas que ofereçam proteção ao comprador.

Falso gerente de banco: o criminoso se apresenta como funcionário da instituição financeira e afirma que identificou uma compra suspeita, fraude ou clonagem de cartão. Depois, solicita senhas, códigos, dados ou transferências. Os bancos não pedem senhas, tokens, códigos de autenticação ou transferências por telefone. Nesse caso, encerre a ligação e procure o número oficial do banco no cartão ou no site da instituição.

Outros golpes que exigem atenção

Golpe envolvendo menor de idade: o criminoso cria um perfil falso e inicia uma conversa com a vítima, geralmente envolvendo o envio de imagens íntimas. Depois, outra pessoa entra em contato, afirma ser responsável pelo suposto menor e ameaça procurar a polícia ou divulgar as conversas caso a vítima não faça um pagamento. A orientação é não pagar e preservar conversas, perfis, números de telefone e demais provas.

Site falso: os criminosos criam páginas que imitam lojas ou anunciam produtos por preços muito abaixo do mercado. Após o pagamento, a vítima não recebe a mercadoria. Antes de comprar, verifique a reputação da empresa, a idade do site e o endereço eletrônico. Também dê preferência a formas de pagamento que ofereçam proteção ao consumidor.

Taxa para emprego ou serviço: os criminosos anunciam falsas vagas de emprego, concursos ou serviços e cobram uma taxa para garantir a contratação ou acelerar o processo. O consumidor deve desconfiar de qualquer cobrança antecipada para conseguir uma oportunidade de trabalho.

Falsos débitos, multas, impostos e dívidas: os criminosos enviam mensagens ou fazem ligações sobre supostas dívidas, multas ou impostos. Eles também podem encaminhar boletos, códigos Pix ou sites falsos para receber o pagamento. Antes de pagar, confirme a existência do débito nos canais oficiais do órgão ou da empresa.

Pirâmide financeira e investimentos milagrosos: os criminosos prometem rendimentos muito acima dos praticados no mercado, com lucro garantido e pouco ou nenhum risco. Essas ofertas podem esconder esquemas de pirâmide ou outras fraudes. Por isso, desconfie de promessas de retorno garantido ou de ganhos muito superiores aos investimentos convencionais.

Serviços que ajudam na prevenção

O BC PROTEGE+, do Banco Central, permite informar aos bancos e instituições financeiras que o cliente não deseja abrir contas naquele momento. O serviço também permite impedir que o cidadão apareça como responsável ou representante na abertura de contas de terceiros. A medida ajuda a evitar a abertura fraudulenta de contas.

Para ativar o serviço, o usuário deve acessar o Meu BC com uma conta gov.br de nível prata ou ouro e manter a autenticação em dois fatores ativada.

Outra ferramenta é o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix. A vítima pode solicitar a devolução em até 80 dias após a transação. O banco analisa o caso e, quando identifica indícios de fraude, pode bloquear os recursos disponíveis na conta que recebeu o dinheiro.

A análise pode levar até sete dias. Se a instituição confirmar a fraude, o cliente pode receber o dinheiro de volta, total ou parcialmente, em até 96 horas, desde que existam recursos disponíveis. Caso o saldo não seja suficiente, novos bloqueios podem ocorrer quando o dinheiro entrar na conta do fraudador.

Além disso, o Registrato, sistema do Banco Central, permite consultar informações financeiras, como contas bancárias, dívidas e chaves Pix. A ferramenta também ajuda o cidadão a identificar contas ou operações que não reconhece.

Em caso de suspeita de golpe, a orientação é preservar comprovantes, mensagens, números de telefone e demais informações relacionadas à fraude e procurar as autoridades competentes.