
Albert Setzer, pesquisador sênior do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), morreu nesta sexta-feira (8), aos 72 anos. Ele foi um dos maiores nomes da ciência brasileira e pioneiro no estudo sobre o monitoramento de queimadas no país.
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Setzer nasceu no dia 14 de março de 1951, em São Paulo, mas passou grande parte da vida morando em São José dos Campos, aonde fica localizada a sede do INPE.
O pesquisador morreu em decorrência de um infarto e será velado e sepultado no Cemitério Israelita Butantã, na capital paulista. O velório será realizado a partir das 10h deste domingo (10) e o sepultamento está previsto para às 13h.
Quem foi Albert Setzer
Albert Setzer é graduado em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia Mauá (1973), com mestrado em Engenharia Ambiental – Technion Institute of Technology (1977) em Israel, doutorado em Engenharia Ambiental – Purdue University Indiana/USA (1982) e pós-doutorado no Joint Research Center/EEC, Ispra/Itália (1993).
Ele iniciou sua carreira no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em 1977 como pesquisador, no setor de Meteorologia, com pesquisas sobre a dispersão de poluentes na atmosfera, e o uso de imagens de satélites para o desenvolvimento de sistemas avançados de detecção e previsão nos temas de monitoramento de queimadas com imagens de satélites, risco de fogo da vegetação, e meteorologia Antártica.
Setzer liderou os primeiros projetos de monitoramento de incêndios e queimadas no Brasil, atuando como pesquisador do INPE por mais de 46 anos e se tornando referência para o estudo dos incêndios, queimadas e monitoramento territorial brasileiro. Atualmente, era coordenador de Ciências da Terra do INPE.
Em junho de 1985, foi um dos pioneiros do Projeto Queimadas, histórico programa de mapeamento de focos de calor no Brasil, que presidiu por 34 anos.
Suas realizações incluem a implementação da rede da NASA de fotômetros solares AeroNet no Brasil, o projeto de Meteorologia Antártica do Brasil e o monitoramento operacional de queimadas/incêndios florestais.

Nota do Inpe
Em nota, o INPE lamentou a morte de Setzer e classicou o pesquisador como um “defensor fervoroso do meio ambiente, educando o público sobre questões ambientais e inspirando jovens a seguirem carreiras na ciência ambiental”.
O órgão destacou que Alberto contribuiu significativamente na formação de pessoas, tanto no INPE, como em outras instituições, e que seu legado é marcado por prêmios e realizações que refletem sua paixão inabalável pela proteção da Terra e seu desejo de contribuir para apoiar o desenvolvimento de políticas públicas que auxiliassem para o desenvolvimento de um mundo mais sustentável.
“A morte deste cientista ímpar é uma perda indescritível, um ser merecedor de todas as honras, seu legado e contribuição permanecerá para as futuras gerações”, completou o INPE .