Advogada promete novo pedido de investigação contra prefeito de Campos do Jordão; Câmara rejeitou primeiro requerimento

Prefeito Marcelo Padoban, de Campos do Jordão. advogada promete novo pedido de investigação contra o prefeitoprom
(Foto: Divulgação)                                  advogada

A Câmara Municipal de Campos do Jordão rejeitou na noite dessa segunda-feira (19), por unanimidade, o requerimento que pedia a abertura de um processo de investigação contra a gestão prefeito de Campos do Jordão, Marcelo Padovan (PSDB).

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O pedido de abertura de uma Comissão de Investigação Processante foi feito pela advogada Izabel Ribeiro de Camargo, que apontou supostas irregularidades no uso do dinheiro público em áreas como a saúde e na manutenção da cidade.

Conforme antecipado ontem (19), em entrevista exclusiva à CBN Vale, a Drª Izabel Ribeiro de Camargo, já havia citado a possibilidade de seu requerimento ser rejeitado pelos parlamentares da casa legislativa por conta de a maioria dos vereadores serem da base de apoio do prefeito Marcelo Padovan, que nesse caso, votou 100% para rejeitar a proposta de investigação.

Se aprovada, o processo investigatório poderia levar à cassação do prefeito Padovan, caso as suspeitas citadas pela advogada fossem comprovadas.

Mesmo assim, a Drª Izabel confirmou hoje (20) à reportagem da CBN Vale, que irá levar o caso para outras instâncias, como o Ministério Público Federal (MPF), além de protocolar uma nova denúncia à Câmara de Campos do Jordão.

Entenda o caso

A advogada Drª Izabel Ribeiro de Camargo, protocolou por conta própria, um requerimento pedindo a apuração de suposta infração político-administrativa por parte do prefeito Marcelo Padovan (PSDB), citando possíveis irregularidades no uso do dinheiro público em áreas como a saúde e na manutenção da cidade.

Na área da saúde, a advogada questiona um contrato de cerca de R$ 40 milhões/anual, que não estaria repercutindo em benefícios para o município, citando como exemplo, a falta de médicos pediatras no serviço público. 

O segundo motivo do requerimento, foi a assinatura de 48 contratos para reforma e construção de asfaltos, com vigência desde 2021 até 2023, serviço esse que não teria sido prestado, segundo a advogada, e sempre com duas empresas. Nesses 48 contratos, a advogada cita a coincidência de os proprietários, vencedores do certame, terem o mesmo sobrenome, “Muller”, com escritórios localizados na mesma cidade, Mogi das Cruzes (SP).

Já o terceiro motivo que justificaria o pedido de abertura da Comissão, é a contratação de uma empresa terceirizada na área da educação, no valor de R$ 884 mil, para a prestação de serviços no lugar de funcionários concursados que estão em plena atividade.