
Os trabalhadores da LG votarão, na próxima segunda-feira (19), uma proposta de conciliação construída em audiência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) realizada na última sexta (16). A unidade está paralisada desde 12 de abril, quando os trabalhadores aprovaram uma greve por tempo indeterminado após o anúncio do encerramento da operação global de smartphones e a transferência da fabricação de notebooks e celulares para Manaus.
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A assembleia será realizada às 7h30 na portaria principal da fábrica. A proposta, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, estabelece cinco pontos: que a empresa pague os dias de greve; que haja a retomada da negociação entre Sindicato e LG, partindo da última proposta apresentada em assembleia; estabelecimento de um calendário de negociação, de 19 a 23 de abril; suspensão da greve com retorno ao trabalho, em caso de aprovação do conjunto da proposta de conciliação.
O quinto ponto seria a sugestão do próprio TRT: de uma reunião ampliada, com participação do Sindicato, LG, Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho, Prefeitura e Câmara de Taubaté, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e Governo do Estado para discutir a possibilidade da permanência da produção de notebooks e monitores na planta do Vale do Paraíba.
Ainda segundo o Sindicato, a proposta já foi enviada aos trabalhadores pelo Sindicato e será colocada em votação na próxima segunda (19). Além da aprovação da greve, no início desta semana, os funcionários realizaram uma carreata percorrendo as principais vias de Taubaté com o objetivo de chamar a atenção a respeito do impacto que será causado na economia local com os anúncios da LG no início do mês.

Histórico
Cerca de 700 empregos serão atingidos pelo encerramento da produção de celulares e pela transferência da linha de notebooks e monitores de Taubaté para Manaus. Segundo a LG, a área de smartphones acumulava prejuízo de 4,1 bilhões de dólares, e a justificativa da empresa sobre a opção de mudar de São Paulo para Amazonas é de que por lá haveria mais incentivos fiscais, o que não ocorre no estado de São Paulo.
Impacto
As demissões na LG podem provocar um impacto anual de R$ 44,7 milhões na economia de Taubaté. A estimativa é do Sindicato e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O cálculo, em resumo, leva em conta salários e PLR dos trabalhadores.