Polícia aponta que morte de jovem em Caraguatatuba foi motivada por ‘acerto de contas’

Jovem é morto a tiros no bairro Jaraguá em Caraguatatuba
Delegacia da Polícia Civil de Caraguatatuba. (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil segue investigando a morte de um jovem de 18 anos em frente a uma adega no bairro Perequê-Mirim, em Caraguatatuba, na madrugada deste sábado (7).

A vítima foi atingida por pelo menos dois disparos (na cabeça e no abdômen) e não resistiu aos ferimentos e foi a óbito antes de dar entrada a unidade hospitalar. A principal linha de investigação aponta para uma execução motivada por ‘acerto de contas’.

O jovem de 18 anos possuía antecedentes criminais e havia sido preso em flagrante em abril deste ano por furto de veículo, o que, segundo a polícia, pode estar ligado à motivação do homicídio.

A Polícia Civil determinou ainda a coleta de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos e residências nas imediações. O caso, registrado como homicídio, segue sendo investigado.

Entenda o caso

De acordo com informações do boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de disparos na Rua Nossa Senhora da Aparecida. Pouco depois, os agentes foram informados de que um jovem foi baleado no local e deu entrada na UPA Sul.

Na unidade de saúde, a equipe médica confirmou que a vítima chegou ao local sem vida, após ter sido socorrido por populares.

A mãe do jovem relatou no boletim de ocorrência que estava em casa quando recebeu uma ligação da namorada de seu filho informado sobre o ocorrido.

Segundo a jovem, o casal estava em uma adega no bairro, quando um carro, com dois ocupantes, se aproximou do local. Os suspeitos teriam chamado o jovem pelo nome e, ao se aproximar do veículo, ele foi alvejado por pelo menos dois disparos, o que reforça a hipótese de que o jovem foi morto de forma premeditada.

Ela também afirmou ter escutado os disparos pouco depois do jovem se afastar do grupo, mas não conseguiu identificar quem atirou nele e nem o veículo envolvido, que fugiu em alta velocidade.

Apesar da gravidade do crime, os policiais que atenderam a ocorrência não conseguiram localizar vestígios no local, como estojos de munição ou marcas de sangue.

Além disso, a polícia afirmou no B.O que a falta de numeração no endereço e o grande fluxo de pessoas após o crime comprometeram a preservação da cena e inviabilizaram a perícia imediata, dificultando o avanço das investigações.