
A Embraer registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 428,5 milhões no primeiro trimestre de 2025, valor mais de seis vezes superior que o prejuízo de R$ 63,5 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pela fabricante brasileira de aeronaves, com sede em São José dos Campos.
Apesar do resultado negativo, o desempenho operacional da empresa mostrou avanço. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu para R$ 620,6 milhões, frente aos R$ 233,6 milhões apurados um ano antes. A margem Ebitda subiu de 5,3% para 9,7% no período.
A receita líquida também teve crescimento expressivo, com alta de 24% na comparação anual, totalizando R$ 5,1 bilhões, impulsionada pelo aumento de entregas nas áreas de Aviação Comercial, Executiva e Defesa & Segurança.
Mesmo com o prejuízo, a companhia manteve suas projeções para 2025, com previsão de entregar de 77 a 85 aeronaves comerciais e de 145 a 155 jatos executivos até o final do ano. O backlog (carteira de pedidos firmes) subiu para US$ 21,1 bilhões, maior nível desde 2017.
Impacto do Tarifaço de Trump
A Embraer também informou que as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos neste ano tiveram impacto limitado sobre seus negócios e não afetaram os resultados do primeiro trimestre.
Na área social, a empresa destacou oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência (PCDs) como parte de sua política de inclusão e diversidade.
Empresa mantém projeções para 2025 – prejuízo
Apesar dos desafios econômicos globais e da queima de caixa no trimestre, a Embraer manteve suas metas para o ano. A expectativa é entregar entre 77 e 85 jatos comerciais, além de 145 a 155 jatos executivos em 2025. A previsão de receita total está entre US$ 7,0 bilhões e US$ 7,5 bilhões, com margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3%. A empresa também espera gerar um fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos US$ 200 milhões no ano.