Clínica e Conselho divergem sobre validade de mutirão de castração em Jacareí

Clínica e Conselho divergem sobre validade de mutirão de castração em Jacareí
Clínica e Conselho divergem sobre validade de mutirão de castração em Jacareí. Foto: Alex Brito/PMJ

A empresa Pet Mogi, responsável pelo mutirão de castração realizado entre os dias 9 e 12 de abril em Jacareí, se manifestou após a morte de cinco cães durante o procedimento. Em nota enviada à Rádio CBN Vale, a clínica rebateu a afirmação do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP), que havia declarado não ter autorizado a ação.

Segundo a empresa, existe uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) válida desde abril de 2024, com vigência até o próximo dia 27 de abril. Dessa forma, a Pet Mogi afirma que os requisitos legais para realizar as atividades foram devidamente cumpridos.

Novos mutirões precisam ser atualizados, diz Conselho

Apesar de haver uma ART vigente, o CRMV-SP esclareceu que não recebeu nenhuma informação sobre esse último mutirão. Conforme a nota enviada pelo conselho na última terça-feira (15), a entidade afirma que o registro mais recente de uma ação da Pet Mogi em Jacareí data de julho de 2024, nos dias 13 e 14. Desde então, nenhuma nova atividade havia sido comunicada oficialmente.

O CRMV-SP reforça que todas as empresas que pretendem realizar mutirões de castração precisam seguir algumas etapas obrigatórias. Uma delas é informar, com antecedência, as datas e os locais das ações, sempre por meio do responsável técnico da clínica. Além disso, essas informações devem ser mantidas atualizadas junto ao conselho para garantir a regularidade dos serviços.

A empresa por sua vez explicou que encaminharia um relatório final detalhado das atividades desenvolvidas no mutirão ocorrido em Jacareí, bem como as eventuais intercorrências durante os procedimentos. “Esse documento irá conter a identificação de todos os animais atendidos, assim como os profissionais envolvidos, suas respectivas funções, além da data e local das ações. Este relatório ficará a disposição do órgão para análise e validação”, acrescentou.

Embora haja uma ART ativa em nome da empresa, o CRMV destaca que a falta de comunicação prévia sobre novos mutirões impede a devida fiscalização. Por isso, o órgão considera que a ação da semana passada aconteceu sem o conhecimento formal da entidade.