Funcionários da LG Taubaté decidem manter estado de greve por possível fechamento da fábrica

(Foto: Reprodução/Street View)

Os funcionários da LG, em Taubaté, decidiram na última terça-feira (30) permanecer em estado de greve enquanto as negociações continuam entre representantes sindicais e da empresa. O estado de greve, que havia começado em 26 de março, foi motivado pelas notícias do possível fechamento da fábrica.

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De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, as negociações com a LG começaram na manhã de ontem. Há forte possibilidade de que a empresa opte pelo fechamento do setor de celulares, onde 400 postos de trabalho deverão ser afetados. A planta do Vale do Paraíba conta com mil funcionários. 

Além disso, outros dois cenários foram apresentados pela LG ao Sindicato: o de reestruturação e o da venda do setor. Os representantes da fábrica sul coreana informaram que está em andamento conversas para a venda do setor de celulares para um grupo africano, mas que não há nada firmado até o momento. 

Ainda segundo o Sindicato, o prazo para a LG apresentar uma proposta é até 9 de abril. Na semana passada, antes do início das negociações, trabalhadores e o próprio sindicato alegaram não terem sido comunicados oficialmente a respeito destas possibilidades, e que o estado de greve só começou após a imprensa internacional divulgar a intenção da empresa de encerrar a produção de smartphones em todo o mundo.

Negociações

Há cerca de um mês, a LG anunciou que estava em busca de um comprador para suas fábricas de celulares no Brasil e no Vietnã. A informação foi divulgada pelo jornal sul-coreano ‘The Korea Times’, que revelou uma negociação da fabricante de eletrônicos com um grupo vietnamita, afetando diretamente as atividades da planta taubateana com o desejo de vender as operações globais do setor. 

A reportagem do jornal revelou, ainda, que devido aos déficits crescentes nos últimos anos, a LG colocou seu negócio de telefonia móvel à venda para se concentrar em outras áreas. Com a primeira tentativa frustrada, a empresa segue buscando um novo comprador, já que o ramo de celulares tem gerado prejuízos consecutivos desde 2015, que chegam a casa dos US$ 4,5 bilhões. 

Impactos

O risco de fechamento das fábricas fornecedoras da LG na região levou as trabalhadoras da Blue Tech, em Caçapava, e da Sun Tech, em São José dos Campos, a suspenderem as atividades de produção na entre segunda (29) e terça (30). Caso se concretize o encerramento da produção de smartphones em Taubaté, as fornecedoras vizinhas também deverão encerrar suas atividades e demitir 420 funcionárias.

CBN Vale também a assessoria de imprensa da LG, que informou em 24 de fevereiro estar trabalhando em um posicionamento junto a empresa a respeito do assunto. Um novo contato foi realizado, mas até o momento, não houve retorno.