Funcionários da Johnson e Kenvue entram em greve nesta terça-feira (26)

Trabalhadores da Johnson & Johnson e da empresa Kenvue entraram em greve nesta manhã de terça-feira (26), na sede da empresa em São José dos Campos. A paralisação segundo o Sindicato dos Químicos da Região se dá em retaliação ao valor pago do ticket alimentação aos funcionários. 

Outras pautas também aparecem na reivindicações dos colaboradores, mas segundo o Sindicato o vale alimentação é o ponto principal das discussões. A paralisação começou por volta das 5h, horário de entrada do 1º turno. Ainda não há previsão para retorno dos funcionários ao trabalho e de acordo com o Sindicato envolve tanto a empresa farmacêutica norte-americana e a Kenvue que é atual proprietária da marca Johnson.

A equiparação de cargos e salários também está na pauta de reivindicações. Segundo o Sindicato da categoria, muitos funcionários da empresa ocupam o mesmo cargo, mas com salários diferentes.

“A empresa é uma multinacional norte-americana que lucra bilhões às custas dos trabalhadores e se nega a dar o mínimo, sendo que o salário está achatado e a inflação real corroendo todo dia”, disse o Sindicato.

O Sindicato destacou ainda que a pauta de reinvindicações foram protocolados junto a empresa no último dia 21 de novembro: “As trabalhadoras e os trabalhadores votaram Greve por tempo indeterminado levantando as duas mãos. O Sindicato e a categoria tem o amparo legal para realizar greve”, pontuou.

O outro lado

A reportagem da CBN Vale entrou em contato com as assessorias da Johnson & Johnson e da Kenvue Brasil. Segundo a Johnson, a empresa segue empenhada em alcançar uma solução para encerrar a greve.

A Johnson & Johnson informa que as negociações de acordos específicos para seus funcionários de São José dos Campos seguem em andamento. Com mais de 90 anos de presença no Brasil, a empresa reitera seu compromisso e respeito pelos seus funcionários, e está dedicada a encontrar uma solução adequada para todas as partes.”

Também por meio de nota, a Kenvue informou que reitera seu compromisso de sempre manter um diálogo aberto com todos seus funcionários e classes representativas.

“Esclarecemos que o sindicato dos trabalhadores decidiu paralisar a fábrica de São José dos Campos, mesmo após a negociação coletiva já ter sido aprovada e assinada pelo sindicato no último dia 12 de novembro. Respeitamos os processos legais e constitucionais de negociações coletivas e não mediremos esforços para continuar em busca de uma resolução negocial”, finaliza a nota.