Novos escrivães e investigadores de polícia iniciam atividades no Vale

Novos escrivães e investigadores de polícia iniciam atividades no Vale
Novos escrivães e investigadores de polícia iniciam atividades no Vale – Foto: Reprodução/Governo de SP

A Polícia Civil anunciou, nesta terça-feira (17), a contratação de 155 novos escrivães de polícia para as delegacias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. Os novos servidores já iniciam suas atividades a partir desta quarta-feira (18).

O objetivo é melhorar as condições de trabalho e aumentar o efetivo na área.

O anúncio ocorreu no auditório do Deinter 1, localizado em São José dos Campos.

As cidades que mais receberam novos escrivães incluem Jacareí, com 50 profissionais; São Sebastião com 45; Guaratinguetá com 39 e São José dos Campos com 37.

Além dos escrivães, 80 novos investigadores também foram designados para o Vale do Paraíba, aumentando assim a capacidade de atendimento nas delegacias.

Possíveis pedidos de demissão

A chega dos novos agentes no Vale do Paraíba é visto como uma resposta às preocupações acerca da sobrecarga de trabalho enfrentada pelos servidores.

Segundo uma reportagem do Jornal OVale, recentemente, escrivães-chefes de São José dos Campos chegaram a pedir demissão em função da pressão e da falta de infraestrutura. Com a chegada dos novos profissionais, espera-se aliviar esse déficit.

No entanto, em nota enviada à Rádio CBN no último fim de semana, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) negou os pedidos de demissão.

A pasta ressaltou ações estão sendo tomadas para valorizar os policiais civis e corrigir a falta de efetivo.

Adicionalmente, a SSP informou que outras iniciativas estão em andamento, como a conclusão do treinamento de 3,3 mil novos policiais civis em todo o estado, além da abertura de concursos públicos para preencher 3.135 vagas, que abrangem cargos de delegados, escrivães e investigadores.

Entenda o caso

Segundo informações do jornal OVale, um grupo entregou um documento com pedido de saída à direção da Polícia Civil, alegando más condições de trabalho.

A decisão afetaria os responsáveis pelos oito Departamentos de Polícia (DPs) e pelas delegacias especializadas das duas cidades.

A medida afetaria, por exemplo, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a Delegacia da Infância e Juventude (DIJU), a Central de Polícia Judiciária (CPJ) e a delegacia da Polícia Civil de Caçapava.