
Oito indivíduos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital) foram condenados por operar o tráfico de drogas dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caraguatatuba, no Litoral Norte. Entre os condenados está um ex-agente penitenciário do presídio.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a decisão judicial foi proferida na última terça-feira (19). A sentença foi prolatada pelo juiz Julio Branchini.
As penas variam conforme o envolvimento de cada condenado. Somadas, as penas determinadas pelo Judiciário ultrapassam os 30 anos de prisão.
Dois dos réus, incluindo o agente penitenciário, foram presos em flagrante em dezembro de 2021, durante a Operação Proditio. Todos os condenados foram alvos de mandados de prisão preventiva e não poderão recorrer em liberdade.
Confira as penas de cada um:
- Marcelo Pimenta Fernandes, que atuava como agente penitenciário e facilitava a entrada de drogas no presídio, recebeu uma pena de 11 anos e oito meses de prisão em regime fechado.
- Jean Pierre Gazarian, Samuel Camilo de Souza e Petterson Adms de Abreu, todos detentos que coordenavam a quadrilha de dentro das unidades prisionais, foram condenados a 10 anos e oito meses de prisão cada, também em regime fechado.
- Tatiana Janine Lombardi, Sheila da Silva Juvêncio, Gabriela Teles de Jesus e Vanessa Marques Brito, as mulheres responsáveis por entregar as drogas ao agente penitenciário a mando dos detentos, foram sentenciadas a oito anos e 10 meses de prisão cada.
Sobre o PCC:
O PCC é uma das mais influentes organizações criminosas do Brasil. Fundado em 1993, a organização é conhecida por seu rígido código interno, hierarquia bem definida e práticas de violência.
Seus líderes e membros operam tanto dentro quanto fora das prisões, frequentemente envolvendo-se em conflitos com outras facções criminosas.