
A Câmara de Vereadores de Cachoeira Paulista aprovou, em sessão iniciada na segunda-feira (22) e encerrada nesta terça-feira (23), a cassação do prefeito Antônio Carlos ‘Mineiro’ (Avante).
A sessão teve início por volta das 19h de segunda-feira e se encerrou na manhã desta terça-feira (23), tendo quase 13 horas de depoimentos até a votação.
Em janeiro, a Câmara já havia aceitado uma denúncia referente ao sumiço de R$60 mil reais em dinheiro da gaveta do gabinete do prefeito em 2022. O dinheiro teria sido entregue por uma servidora municipal como resultado de uma decisão judicial, e posteriormente desapareceu.
Ao todo, quatro denúncias foram utilizadas como base para o pedido de cassação e as votações. Nove vereadores votaram a favor da cassação e apenas três se abstiveram de votar.
Com a definição do processo, a Câmara Municipal de Cachoeira Paulista enviará o processo à Justiça Eleitoral e emitirá um ofício ao vice-prefeito, Ailton Vieira (PSD), que será quem vai assumir o cargo. Ainda não há uma previsão para quando ele irá assumir.
Antônio Carlos já teve seu mandato cassado anteriormente, em junho de 2023, mas após uma decisão judicial, voltou ao mandato no dia seguinte. Desta vez, a defesa do prefeito afirmou que novamente entrará com medidas para recorrer da decisão.
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Ex-prefeito de Roseira é acusado de improbidade administrativa
O ex-prefeito de Roseira, Jonas Polydoro, à época no PSD, responderá por atos de improbidade administrativa durante seu mandato após ter as contas do ano de 2018 rejeitadas pela Câmara Municipal da cidade.
A ação foi divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) nesta segunda-feira (22). O ex-chefe do Executivo da cidade teve suas contas rejeitadas por diversas irregularidades, que foram devidamente apuradas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Jonas teria extrapolado o limite estipulado para gastos com despesas pessoais, realizado alterações orçamentárias acima do índice inflacionário e cometido infrações na arrecadação dos tributos.
O relato foi feito pelo promotor de Justiça Carlos Schelini, que afirma que foram verificados ainda problemas como ausência de plano de carreira para professores e diretores escolares, deficiência no transporte escolar, filas de espera para exames e consultas médicas em unidades de saúde, falta de vistoria do Corpo de Bombeiros em unidades do programa Saúde da Família, descontrole na compensação do banco de horas dos funcionários, gastos excessivos com combustível e inconsistências das informações prestadas ao sistema do projeto Auditoria Eletrônica de Órgãos Públicos (AUDESP).
No processo, o promotor de Justiça requer a condenação de Jonas. As sanções vão de perda dos direitos políticos ao pagamento de multa.
A reportagem da CBN Vale tentou contato com a defesa de Jonas Polydoro para um posicionamento sobre o caso, mas até o momento não houve retorno.