Operação Impacto: Força-Tarefa de segurança começa em São José dos Campos

viatura da PM. Operação Impacto: Força-Tarefa de segurança começa em São José dos Campos
(Fonte: Divulgação/PM/Operação Impacto)

A 1ª Companhia do Batalhão de Polícia Militar do Interior (1⁰BPM/I) lançou nesta quarta-feira (10), a Operação Impacto Integrada na região de São José dos Campos, com o objetivo de aumentar a sensação de segurança e tranquilidade da população local.

A operação contou com a participação de policiais militares de diversos programas e modalidades de policiamento, incluindo a Atividade Delegada, DEJEM, Força Tática, ROCAM, BAEP, Cavalaria, Canil, Polícia Rodoviária Estadual e Polícia Ambiental. Além disso, contou com o apoio da Prefeitura Municipal, através do Departamento de Fiscalização de Postura, da Secretaria de Mobilidade Urbana e da Guarda Civil Municipal. A Polícia Rodoviária Federal também se juntou à operação, realizando ações na Rodovia Presidente Dutra.

A operação teve como foco a realização de ações de saturação e visibilidade, pontos de bloqueio de trânsito e combate ao crime, com direcionamentos estratégicos contra o tráfico de drogas, recaptura de procurados da justiça, furto e roubo de veículos, a transeuntes, aos comércios em geral, bem como ações de fiscalização de trânsito e fiscalização em estabelecimentos comerciais.

Resultados da Operação Impacto

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), 144 pessoas foram abordadas; 59 carros fiscalizados, com 3 recolhidos; 40 motocicletas fiscalizadas, com uma recolhida; 27 autuações de trânsito; 7 estabelecimentos comerciais fiscalizados, com um autuado e um notificado; 6 Termos de Vistoria Ambiental lavrados; um Auto de Infração Ambiental elaborado; e 4 propriedades rurais fiscalizadas.

Desdobramento de ações contra o PCC

A Operação Impacto Integrada foi desencadeada após o Ministério Público deflagrar a Operação Fim da Linha, uma força-tarefa entre o MP-SP, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Polícia Militar, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Receita Federal.

A investigação preliminar que subsidiou a atuação do MP-SP veio da Receita Federal. O órgão identificou o uso de diversos esquemas tributários para lavagem de dinheiro do crime organizado. Entre os mecanismos estão integralizações de capital social de empresas com valores sem origem lícita, movimentações financeiras atípicas e distribuições de lucro desordenadas e sem lastro financeiro.

Segundo a Receita Federal, empresas de ônibus de São Paulo são suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC por meio do sistema de transporte público da capital paulista. Essas informações reforçam a importância de operações como a Impacto Integrada para combater o crime e garantir a segurança da população.