Dengue: Saiba quais remédios são contraindicados em caso de suspeita da doença

cartelas de remédios. Dengue: Saiba quais remédios são contraindicados em caso de suspeita da doença
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)              remédios são contraindicados

O período chuvoso traz consigo uma preocupação crescente com as arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, e a disseminação do mosquito Aedes aegypti, seu vetor. Diante deste cenário, é fundamental estar atento aos sinais dessas doenças e aos cuidados necessários, especialmente no que se refere ao uso de medicamentos que podem agravar os casos de dengue.

Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), enfatiza os perigos da automedicação e fornece orientações sobre como proceder em caso de suspeita de dengue. De acordo com o infectologista, a dengue é uma doença viral que não possui antiviral específico. O tratamento básico é realizado com analgésico, antitérmico e, ocasionalmente, medicamento para vômito.

Medicamentos Inadequados

Chebabo alerta para o uso inadequado de certos medicamentos no tratamento da dengue. Ele adverte sobre o uso do ácido acetilsalicílico (AAS), também conhecido como aspirina, pois essa substância atua sobre as plaquetas. “Como já há uma queda de plaquetas na dengue, não recomendamos o uso de AAS”, afirma o médico. Além do AAS, os corticoides também são desaconselhados.

Mesmo quando os principais sintomas – febre, vômito, dor de cabeça, dor no corpo e surgimento de lesões avermelhadas na pele – são identificados, o infectologista ressalta a importância de procurar atendimento médico para que seja indicado o tratamento correto para a doença. “A recomendação é procurar o médico logo no início, para ser avaliada, fazer exames clínicos, hemograma, para ver inclusive a gravidade [do quadro], receber orientação sobre os sinais de alarme, para que a pessoa possa voltar caso tais sinais apareçam na evolução da doença”.

Sintomas Graves

Entre os sinais de alarme, Chebabo destaca vômito incoercível, que não para, não melhora e prejudica a hidratação; dor abdominal de forte intensidade; tontura; desidratação; cansaço; sonolência e alteração de comportamento, além de sinais de sangramento. “Qualquer sangramento ativo também deve levar à busca de atendimento médico”, alerta. No entanto, a maior preocupação deve ser com a hidratação e com sinais e sintomas de que a pessoa está evoluindo para uma forma grave da doença.

Medicamentos Contraindicados

Salicilatos: – Quais remédios são contraindicados

  • Ácido acetilsalicílico;
  • Ácido salicílico;
  • Diflunisal;
  • Salicilato de sódio;
  • Metilsalicilato, dentre outros.

Anti-inflamatórios:

  • Não esteroidais;
  • Indometacina;
  • Ibuprofeno;
  • Diclofenaco;
  • Piroxicam;
  • Naproxen;
  • Sulfinpirazona;
  • Fenilbutazona;
  • Sulindac;
  • Diflunisal.

Hormonais ou corticoesteroides:

  • Prednisona;
  • Prednisolona;
  • Dexametasona;
  • Hidrocortisona.

Tratamento

O tratamento consiste, basicamente, na reposição adequada de líquidos. O indivíduo deve seguir a orientação médica que sugere:

  • Repouso;
  • Ingestão de líquidos;
  • Não se automedicar e procurar imediatamente o serviço de urgência em caso de sangramentos ou surgimento de, pelo menos, um sinal de alarme;
  • Retorno para reavaliação clínica, conforme orientação médica.

O Ministério da Saúde ressalta que, ainda, não existe tratamento específico para a doença.

*Informações: Agência Brasil, Ministério da Saúde e Anvisa